"É bom ver a região toda verde". A afirmação do economista e professor da UFPR, Eugênio Stefanelo, que no dia 04 de dezembro fez palestra sobre Política Econômica – Perspectivas para 2010, a convite do Jornal Novo Tempo para comemorar os dez anos de atividades, faz com que agricultores, empresários e líderes políticos comecem a comemorar e esperar que o verde se transforme em amarelo e em seguida, em reais no bolso da economia regional.

O ano de 2010 por si só, é de muita expectativa positiva. Estamos saindo de uma crise que atingiu não somente o Brasil, mas principalmente as grandes potências mundiais e aqui no Brasil, estamos entrando num ano eleitoral, que de uma forma ou de outra, traz expectativas momentâneas e de projeções futuras.

O Brasil, ao que tudo indica, passará a ser governada pela ex-guerrilheira (agora é governado por um ex-torneiro) e atual ministra da Casa Civil, Dilma Rousseft, ou então, pelo governador do Estado de São Paulo, ex-ministro da saúde, ex-prefeito, ex-deputado, ex-senador, ou seja, teremos dois grandes líderes para escolher. Os dois tem muito em comum, na questão de economia, entre elas, a questão de que o câmbio tem que ser flutuante. Bom para a agricultura, melhor para o empresário.

No Paraná, o processo político se encaminha para mais uma grande disputa. Em 2006, Requião ganhou apertado de Osmar. Agora, teremos outra disputa que se imagina, apertada. Osmar Dias x Beto Richa. Bagagem política os dois possuem e mais do que isso: prometem dialogar com a sociedade paranaense e levar o desenvolvimento para o interior. Nisso, o Sudoeste precisa muito. Faz tempo que os olhos do governo não pairam por aqui.

 

Agronegócio dependente de financiamento público

A agricultura é o principal pilar da economia na região. Infelizmente, o agricultor depende dos "céus" para mover o seu desenvolvimento e da economia local. Estamos comemorando a chegada de uma super safra porque o clima foi muito favorável. Sem em algumas regiões do País, catástrofes ocorreram, para o sudoeste e para o Paraná, as chuvas foram benéficas e teremos recordes de produtividade.

A falta de uma política definida para a agricultura, principalmente para garantir a capacidade econômica da família rural, fez com que promovêssemos o inchaço das grandes cidades. Possivelmente, muitos amigos e familiares sofreram os infortúnios dos alagamentos e deslizamentos das cidades pelo País a fora. Falta para o produtor brasileiro condições básicas para competir com o produtor estrangeiro. Não bastasse, no período de 2002 a 2008, quase um terço dos investimentos estrangeiros diretos feitos no Brasil, se destinaram a atividades do campo. É uma questão política e que deve ser discutida pelas nossas lideranças e o agricultor não pode ficar alheio ao assunto.

Soja e milho

Previsões de uma colheita de 500 sacas de milho por alqueire e de 150 sacas de soja, por alqueire está motivando o nosso produtor. Faz tempo que isso não ocorria. A estiagem tomava o lucro do produtor. Graças a estas culturas, o Brasil prevê uma colheita de 14 milhões de toneladas de grãos. O dissabor fica por conta dos triticultores, que além da frustração de safra, não conseguem vender a produção. Não podemos esquecer também do feijão e do fumo, culturas que tiveram problemas na região com o excesso de chuva. O fumo, agora em época de colheita, está sem preço.

Um dos itens que a agricultura comemora é a diminuição nas aplicações de agrotóxicos. Além de diminuir os custos, a saúde humana e ambiental agradecem pela oportunidade de uma melhor qualidade de vida.

Projeção de carnes

O Brasil deve aumentar as exportações de carnes de frango, suíno e bovina. A maior projeção é para suínos, pois devido aos problemas com doenças, o mercado esteve fechado e aos poucos está abrindo as portas e boas perspectivas para os suinocultores. Além do preço pelo quilo da carne suína, o suinocultor conta com a queda de preços do milho, produto básico para a ração.

Bovinocultura do leite

Toda família agricultora tem no leite a sua renda mensal. O Brasil importou leite e derrubou os preços. Hoje, ainda vale a pena, mas o produtor está cauteloso. O custo de produção aumentou e investimentos no setor lácteo foram interrompidos. Foram semeadas na região sul, projeções de indústrias, porém, estes investimentos não aconteceram e muitos dos que estavam em atividade, diminuíram a sua produção em larga escala.

Fruticultura

As chuvas em excesso comprometeram a qualidade frutífera da região. A safra de melancia, melão e uva não alcançou a qualidade desejada, mas a produtividade se repetiu dos últimos anos. Com isso, o preço teve que ser reduzido, mas movimentou a economia de muitas propriedades da região.

De olho na produção

O setor empresarial comercial está de olho na produtividade de grãos da região e na reação do setor de carnes. O ano de 2009 não foi ruim para o setor moveleiro e de automóveis, porém, está ruim par ao setor varejista, principalmente pela inadimplência. O emprego urbano não garante o produto na prateleira. A super safra é bem vinda para reanimar o setor comercial e desencalhar as expectativas frustradas em 2009. O ano de 2010 promete muito. Se empreendermos, teremos bons resultados, tanto na economia, quanto na questão política. Para quem ainda não percebeu, 2010 já está em andamento. Por isso, é bom começar a andar e transformar.

Economia em ascensão

1,5% e 1,7% é a estimativa de crescimento econômico nos Estados Unidos e Japão, respectivamente;

10% é a previsão de crescimento do setor cooperativista no Paraná em 2010;

6% é a expectativa de crescimento nas vendas no setor de supermercados;

 

Qual é a sua estimativa para 2010?


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