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O ex-ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou que o seu sucessor terá uma série de desafios a enfrentar. Wagner Rossi assumiu o cargo dia 31. "Há muitos problemas ainda em pauta", disse Stephanes. "A questão dos fertilizantes foi algo que abordamos durante minha gestão, e inclusive elaboramos todo um programa de auto-suficiência. Mas isto vai gerar um embate político". De acordo com o ex-ministro, o programa deve encontrar resistência de grupos que são historiacamente favorecidos pela dependência brasileira de importações. Stephanes disse que já avisou o presidente Lula sobre este assunto.
O ex-ministro disse ainda que o seu sucessor terá o desafio de "transformar em atos" algumas questões relativas ao meio ambiente que foram levantadas durante sua gestão.

Deputado chama Rossi de bandido
 

Enquanto o novo ministro da Agricultura, Wagner Rossi, tomava posse em solenidade com o presidente Lula, no Palácio do Itamaraty, a poucos metros dali, no plenário da Câmara, o deputado Fernando Chiarelli (PDT-SP) chamava o novo titular da pasta de "bandido" em um discurso inflamado. "É uma dor de morte que se abate sobre a alma deste brasileiro ao ver empossar-se em um ministério de tamanha importância, quanto é o Ministério da Agricultura, um bandido público, um honorável bandido como o senhor Wagner Rossi, que já saqueou o Banco do Estado em São Paulo, que já saqueou o Baneser em São Paulo, que já saqueou o Porto de Santos", disse o deputado.

"Como num discurso do Rui Barbosa: Juventude, locupletemos! Brasileiros, roubemos, assaltemos, metamos a mão naquilo que não é nosso que seremos por isso premiados", continuou, pedindo a exoneração do ministro para que "o Brasil não seja saqueado, para que o Brasil não seja roubado!".

Chiarelli afirmou no discurso que há parlamentares recebendo telefonemas dos ruralistas, que não querem Rossi como ministro "para não terem que pagar propina". Um pouco depois, o deputado disse que "a caixinha vai funcionar de forma espetacular".

O presidente da Câmara e do PMDB, Michel Temer (SP), responsável pela indicação do ministro para o cargo, deixou o plenário segundos antes de o deputado começar o discurso.
 

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