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A parceria entre agroindústrias e criadores de aves constitui um modelo de produção essencial para o desenvolvimento do grande oeste catarinense. Ele foi responsável pela estabilização das famílias rurais, pelo controle do êxodo rural e pela instituição da regularidade mensal em geração de renda. A avaliação é do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, ao examinar as críticas que o sistema de "integração", como é conhecido, vem recebendo de alguns setores da sociedade.
Com a autoridade de quem "esteve dos dois lados do balcão" - Pedrozo presidiu a Cooperentral Aurora, um dos maiores conglomerados agroindustriais do país - o dirigente coloca que "é necessário ajustar, melhorar, aperfeiçoar, mas jamais acabar com esse modelo de produção".
O dirigente enfatiza que o pequenos e médios produtores não podem prescindir do sistema integrado de produção e que, sem ele, as pequenas propriedades não se viabilizarão. Aponta o exemplo de São Paulo, onde não foi adotada a integração, e as crises são mais frequentes e devastadoras porque os criadores não tem garantia de compra de seus plantéis.
"Temos que aperfeiçoar, mas jamais acabaar com o sistema de produção integrada, que é perfeito para o nosso mdelo fundiário, calcado nas pequenas propriedades", preleciona Pedrozo.
O presidente da Faesc acredita que muitos criadores de aves estão sofrendo pela queda de eficiência em razão do envelhecimento de suas instalações ou das mudanças de normas operacionais e sanitárias. Nesse aspecto, o assunto deve ser discutido com as indústrias de abate e processamento de aves que estão oferecendo programas de investimentos e revitalização das propriedades.
"Mas não se enganem: ganhar dinheiro com a avicultura requer dedicação e trabalho, atenção e disciplina na busca da eficiência. Quem entrou na atividade como ocupação secundária não terá sucesso."
O presidente da Faesc destacou a criação do Comitê Paritário da Avicultura (semelhante ao que fizeram os laticínios e criadores de gado leiteiro com o Conseleite) como um grande avanço na transparência e democratização da parceria avicultor/agroindústria. Lembra que já houve elevação na remuneração do criador e maior absorção de custos pelas indústrias avícolas, enquanto outras melhorias estão em estudo.
José Zeferino Pedrozo pediu que criadores e indústrias priorizem o Comitê da Avicultura como fórum legítimo e adequado para discussão e solução dos problemas e elogiou o Sindicato dos Criadores de Aves de SC (Sincravesc), filiado à FAESC, e a Associação Catarinense de Avicultura (ACAV) pelos avanços que estão implementando em consequencia do diálogo estabelecido.
Marcos A. Bedin
 


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