Qui, 29 de Setembro de 2011 15:30
O fato não é alarmante ou utópico, é mais do que fato: As mulheres têm conquistado lugares esplendorosos na máquina social. Contudo, o que chamou a atenção no discurso de quase vinte e cinco minutos da nossa presidenta, foi sua sensatez para falar de forma coesa e coercitiva sobre assuntos que interessam, e muito, para o nosso querido Brasil. Iniciando com a complexidade da crise financeira, distribuindo indiretas à potência estadunidense, justificando o reconhecimento da Palestina e pleiteando fragorosamente a cadeira brasileira definitiva no Conselho de Segurança Mundial. Com esse roteiro de assuntos, Dilma apagou definitivamente as olheiras lulistas que lhe eram dadas precipitadamente.
A crise que vem se arrastando desde 2008 é mais complexa do que aparenta. As formas de buscar soluções citadas pela presidenta brasileira foram inúmeras. De maneira expressiva, referiu-se ao recorrer dos países em crise para as economias emergentes (BRIC’S) e, a substituição das teorias econômicas defasadas. O desemprego, considerado por ela uma praga que assola 205 milhões de pessoas no mundo, não se basta a inferir tão somente o âmbito econômico da sociedade, mas também, prejudica a vida social familiar, golpeando sua estrutura. Ela fundamentou também que nosso país está tomando precauções adicionais, reforçando sua capacidade de suportar uma crise.
O termo “Faca na Bota” foi muito usado nas redes sociais para definir a atitude da presidenta em pleitear firmemente uma cadeira permanente no Conselho de Segurança Mundial. Sustentada pelas políticas de auxílio no Haiti, no fato de estarmos em paz com nossos países vizinhos há mais de noventa anos e sermos considerados um “vetor de paz e fraternidade” na América Latina. Dilma afirmou que estamos preparados para assumir nossos compromissos internacionais com a segurança do mundo. Sem falar no reconhecimento efetivo da Palestina, defendendo que sua participação na ONU deveria ser efetivada. “Venho de um país em que árabes e judeus são compatriotas e convivem em harmonia como deve ser”.
A criação da ONU Mulher, as políticas de erradicação da miséria com o “Brasil sem miséria”, o fato do aumento de investimentos em educação e saúde por parte das famílias brasileiras e um breve comentário sobre seu cárcere na ditadura, também fizeram parte de seu discurso.
Eu sei, o texto está maçante, pesado e sem opinião. Era esse meu objetivo: Resumir de forma límpida o que foi dito na abertura da 66ª Reunião das Nações Unidas, por nossa chefe de governo. O vídeo na íntegra esta no YOUTUBE, mas, sei que nem todos dispõem de vinte minutos para o que diz respeito aos interesses da nação. Os posicionamentos tomados pelo governo, tendo em vista os eventos de escala global que estão por vir, foram fundamentais. Como sempre inovamos em nossa criatividade e visão solucionista, porém, a maldita “Lei de Gérson” ainda é uma realidade nacional. Deve-se realmente investir em formas de prevenir uma crise, fazendo investimentos maciços na área que forma o capital intelectual, via única para o desenvolvimento pleno de uma nação. O Brasil tem tudo para dar certo. Falta-nos apenas apagar as conturbadas tradições do “dá-se um jeitinho para tudo”. Enquanto insistirmos em tapar o sol com a peneira, sobrarão réstias de luz, uma onda que admite dualidade, mas se propaga longitudinalmente.
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