Pesquisa personalizada

Últimos Comentários


Umas simples, outras complexas, e algumas que até nos parecem desnecessárias. Pode-se classificar as sociedades por seu discernimento religioso, pelo seu desenvolvimento tecnológico, por sua complexidade cultural ou ainda pela adotada por Karl Marx: forma de trabalho. Apesar de todos esses métodos, há um inusitado: Estudar as sociedades pela cola. Não pelo látex, mesmo que haja formas diferentes de produzi-lo que renderiam algumas linhas, não falo dele. Falo da tão usada “cola estudantil” que de tão disseminada rendeu um dito popular: Quem não cola, não sai da escola. Através dessa artimanha utilizada pelos estudantes, pode-se ter um resumo claro de duas sociedades: a coletivista e a individualista.

Numa sociedade que já pregou o fascio (feixe de varas), ter um contingente de espécimes falhas fragiliza o todo. As bases dessa sociedade estão intimamente ligadas ao símbolo fascista. Explico: Uma vara é facilmente quebrada, porém, quebrar um grande feixe de varas torna-se muito mais difícil. O feixe de varas representava o povo, que era amarrado por um nó: O Estado. Nas sociedades coletivistas, ao contrário do que se pensa, a cola não é bem vista. Se um indivíduo está colando, significa que houve alguma falha. Tal qual uma corrente de vários elos, quando há o rompimento de um dos elos, há caos. A “manha” representa o erro, a decadência do coletivo. Se um elo da corrente arrebentar...

 Se você pudesse pular uma parte de todo o trabalho para atingir o objetivo real, você o faria? Caso a resposta for não, mude-se! Você não pertence ao contingente individualista que rege sua cultura, certamente será excluso do meio, e o fato social o fará negar a sociedade, levando-o ao suicídio. Nas sociedades individualistas, colar é “natural”. O que realmente importa é o resultado final; para alcançá-lo, usa-se da mais célebre frase maquiavélica: “Os fins justificam os meios” Contudo, não usem essa análise ao seu favor, alunos que me lêem. Em meu ver, a cola não passa de um ato quadrúpede.  Ela não deve ser vista como um ato de “despertar a criatividade do aluno”. JAMAIS! Os pedagogos que defendem isso desconhecem o prejuízo a democracia que simples atos imorais como esse causam. É a desonestidade intelectual, aprendida ainda nos bancos escolares, a matriz de toda corrupção que assola nossa sociedade.  Afinal, quem abre mão das regras por simples pontos escolares,...

 Apesar das diferentes situações que cada colégio enfrenta, a culpa recai aos ombros da escola. O aluno encontra na cola uma forma de desafiar o sistema, um grito na imensa poeira de mandam aqui e acolá. Aí entra a família, culpada por não ensinar limites e deveres ao cidadão. Nessa bola de neve de passa e repassa de “é dever seu”, como ficam os espertalhões que vivem da cola? Eles possuem futuro garantido: sobreviverão de calotes, de golpes morais ou qualquer outro ramo que a cola lhes ensinou. Sejam nas sociedades individualistas ou nas coletivistas, os agravantes de idiotices que não parecem ferir a integridade moral de cada indivíduo, rendem uma forma fácil de entender o funcionamento de um dado grupo. Explicar as coisas através de métodos antigos serve, por hora, para as ciências exatas, que, dadas às últimas descobertas e deduções, estão revendo planos e mundos. É necessário que tudo seja contextualizado, que as formas de ver o mundo sejam planificadas para que haja entendimento geral do que é correto e do que não é. Enquanto se pensar em proibir ou pegar alguém colando, haverá gomas de mascar em baixo das carteiras.

Adicionar comentário

Comente esta notícia! Mostre sua opinião para nós, ela é muito importante.


Código de segurança
Atualizar

2010 © Copyright - Jornal Novo Tempo ® - Todos os direitos Reservados - Fone: (46) 3542-1494 / 9975-2034
Proibida reprodução total ou parcial de qualquer mídia (escrita ou visual) sem previa autorização por escrito.
Hospedagem e Desenvolvimento do site: R3 Sistemas e BetoINFO Informática e Internet