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Em poucas ocasiões da história brasileira um movimento teve tantos adeptos. Em busca da descriminalização da erva Cannabis sativa, vulgo maconha, inúmeras marchas e manifestações foram realizadas em todo o país. Embasando o movimento pela diminuição do poder do tráfico, uniram-se à causa homens de renome, como por exemplo, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso.

A atual constituição não é eficaz em relação ao uso da droga. A linha tênue constitucional que difere um usuário de um traficante, além de não ser respeitada, é dúbia. Adequar a lei vigente, permitindo o consumo da droga, pode acarretar em aumentos de consumidores, que futuramente exigirão gastos da União com o tratamento desses usuários.

O poder que o tráfico detém é horrendo. A “máquina do crime” é a maior responsável pelo financiamento dos complexos sistemas criminais que dominam as favelas do Brasil. Contudo, a maconha é apenas um ramo do tronco principal de problemas: estima-se que ela seja responsável por somente 20% dos lucros totais do tráfico.

A maioria da população desconhece as reais conseqüências do uso da erva. A exemplo das atuais drogas lícitas, vê-se que os índices pouco se atrelam ao “poder ou não” consumir. Deve-se antes de marchar pela maconha, fazê-lo pela educação, a única via capaz de tornar a sociedade brasileira madura o suficiente para usufruir de tal poder de escolha e acabar com o reinado do tráfico.

O texto desta semana, apenas dessa semana, é nos moldes do Enem (Dissertação argumentativa), a fim de contentar os leitores que estão cansados de ler textos livres. 

Agradeço sua compreensão.

Alencar Junior Proença, 18 Anos, estudante. Twitter: @AlencarJrP

 

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