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Sem dúvida, a melhor coisa a fazer após baixar sobre seus ombros aquela sensação de “trabalho realizado com sucesso”, é assistir um bom filme.

Minhas férias foram curtas, agitadas, porém, proveitosas; fazia tempo que queria reservar um espaço para alguns trabalhos cênicos que muito me interessavam assistir. Escolhi um filme com tom histórico, meus prediletos sem sombra de dúvidas, e me dei ao luxo de sentar no sofá e só levantar quando ele terminasse. A Águia da Legião Perdida. Um filme que narra o desaparecimento de uma legião romana inteira e a perca de um símbolo mítico.

Detesto que contem o enredo durante o filme, tenho pavor pelos comentários: “Agora ele vai matar ela.”. Deixe-me assistir e descubro sozinho tchê!  Mas, não vou lhes narrar um filme, tão menos contar como foram minhas adoráveis férias. Alertei-me a uma Legião que está sendo convocada, aumentando dia pós dia. Um exército que não luta de maneira convencional, não se preocupa em manter vivos os generais do adversário e tão menos teme ficar sem munição. Seu comandante é misterioso, pelo que se sabe agem em núcleos colaborativos. Falo dos jovens hackers da futilidade.

Há algum tempo atrás, quando se pedia a uma criança: “O que você quer ser quando crescer?” a resposta era certa, “astronauta ou fazer aquilo que meu pai faz”, a geração contemporânea, porém, surpreende à todos:  “Papai, quando crescer, eu quero ser hacker, daqueles que libertam o povo de seu medo.”. Então o menino cresce, estuda programação nos tempos vagos do colégio, conversa pouco. Eis que ele arruma briga com um menino da sua classe. Então toma uma decisão: “Vou hackear o Facebook dele.”. Amigos, vocês acabam de presenciar, em suas cabeças, o nascimento de um monstro.

A internet está criando covardes, jovens que falam desbocadamente aos sete ventos, que agem com qualquer instinto, exceto com cautela e inteligência. A rapazeada sabe o que é certo e até tem ideia de que deve ser feito, apesar disso, creem que xingando muito no Facebook, espalhando vírus pela rede ou estão sendo coerentes com seus “ideais”. Viram o filme V de Vingança uma vez, leram o resumo de O Príncipe de Maquiavel ou assistiram a dois ou três programas do Danilo Gentili e acham-se os salvadores do universo.  Vocês não sabem nada, pelo contrário, só pioram o cenário e dão razão às fiscalizações e vetos do governo.

Danilo Gentili é autor de frases inteligentes, dono de uma ironia sem igual. Os hackers do grupo Anonymus lutam e fazem seu trabalho quando sentem cheiro de abuso governamental. E quanto ao resumo de O Príncipe, há estudos que dizem que Maquiavel escreveu a obra em forma de crítica ao sistema.  E vocês? Nada fazem.

Aprendemos algo a mais que nossos pais: Aprendemos a marchar como uma legião. Formamos uma espessa falange, batemos em nossos escudos e urramos perante o inimigo, o único detalhe é que marchamos para um abismo e parecemos não nos importar com a queda iminente.

Alencar Junior Proença, 18 Anos,
Acadêmico do 1º Período de Medicina.   Twitter: @AlencarJrP

 

 


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