Sáb, 06 de Março de 2010 11:14
As Associações Comerciais vão promover audiências públicas para ouvir os empresários e aperfeiçoar o projeto de lei que prevê o novo salário mínimo regional
A pedido dos empresários paranaenses, representados pelo grupo das oito Federações patronais do estado, conhecido como G8, foi desacelerada a votação do salário mínimo regional, devendo ser promovidas audiências públicas em no mínimo quatro regiões do Paraná para ouvir a classe empresarial e aperfeiçoar o projeto proposto pelo governo.
O presidente da Faciap – Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná, Ardisson Naim Akel, foi recebido na terça-feira, 23, na Assembléia Legislativa pelo presidente da casa, deputado Nelson Justus e pelo líder do governo, deputado Luiz Claudio Romaneli. “Promover esta discussão é fundamental, pois este reajuste, da forma que foi proposto, vai causar um forte impacto na economia do estado, principalmente no interior”.
Akel, defendeu a importância de ampliar esta discussão para o setor produtivo do estado, que é quem gera emprego e renda nos mais variados setores da economia, e estará sofrendo diretamente o impacto deste reajuste que varia de 11,9% a 21,5%. Para o presidente da Assembléia, essas audiências são necessárias porque, permitem avaliar melhor o impacto direto nas categorias onde o empregador terá menos chance de absorver esses reajustes.
O projeto de lei seria apreciado dia 21, pela Assembléia na Comissão de Constituição e Justiça, mas em virtude da pressão da classe empresarial o projeto deve aguardar a realização dessas audiências que serão promovidas ainda no de março nas Associações Comerciais de quatro cidades paranaenses, reunindo empresários das macro regiões. A mobilização dessas audiências será coordenada pela Faciap e ACEs afiliadas, além das demais Federações Empresariais, sindicatos e outras entidades da sociedade civil.
“Além dos empresários, também vamos chamar para esta discussão a Secretaria de Estado do Trabalho que atuou na confecção do projeto, técnicos do IPARDES e representantes das classes dos trabalhadores”, destacou Romaneli, durante o encontro que formalizou a realização das audiências.
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