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SÃO PAULO - O Departamento do Trabalho norte-americano exibiu durante o mês de abril a maior criação de vagas nos últimos quatro anos e uma elevação em sua taxa de desemprego.

Aparentemente contraditórios, os números dão bons sinais de sustentabilidade do mercado de trabalho dos EUA, à medida que mais pessoas estão entrando na força de trabalho.
Durante o período, foram abertas 290 mil vagas, valor acima das estimativas do mercado, as quais apontavam para a criação de 187 mil vagas. Além disso, ficaram acima dos 230 mil postos abertos durante o mês de março.
Do total, 66 mil novos trabalhadores foram contratados temporariamente pelo governo para administrar o censo no país – que ocorrerá de abril a junho, enquanto que as outras 231 mil vagas referem-se ao setor privado, dando bons indícios de que as companhias estão contratando mais, em meio ao avanço em suas vendas.
O aumento na taxa de desemprego - que foi de 9,7% em março para 9,9% em abril, ficando pior do que as expectativas de estabilidade - pode ser explicado pelo retorno daquelas pessoas que não possuíam emprego e haviam desistido de procurar, ou seja, não integravam o quadro do indicador, e que agora, com a melhora do cenário, voltam a procurar por uma vaga. No entanto, este fato pode retardar um recuo na taxa – uma das razões pela quais o Federal Reserve manteve a taxa de juro em sua mínima histórica.
Bons números setoriais
As fábricas criaram o maior número de vagas desde agosto de 1998, com a contratação de 44 mil novos trabalhadores. O setor de serviços avançou à sua maior taxa desde 2006, ao abrir 225 mil vagas em abril. Já as companhias de construção revelaram o segundo mês consecutivo de abertura de postos, com 14 mil, ao passo que o número de trabalhadores temporários cresceu em 26,2 mil.
Ganhos e horas trabalhadas aumentam
Além disso, os ganhos por horas trabalhadas subiram de US$ 22,46 para US$ 22,47 em abril, outro bom sinal, um vez que recebendo mais, os trabalhadores deverão gastar mais, alimentando o ciclo de ganho das empresas que, por sua vez, contratam mais mão-de-obra.
Já a média das horas trabalhadas no país também revelou ascensão. No período, os trabalhadores enfrentaram cerca de 34,1 horas semanais em seus postos, enquanto em março o resultado fora de 34 horas.
Lado negativo
Por sua vez, o chamado subemprego – o qual abrange os trabalhadores de meio expediente que prefeririam trabalhar de maneira integral e pessoal que gostariam de trabalhar mas desistiram de procurar uma vaga – registrou aumento de 0,2 ponto percentual, para 17,1%.
Em linha, a participação dos desempregados de longo prazo (27 semanas ou mais) na taxa total de desocupados também cresceu, atingindo o recorde de 45,9% das pessoas sem uma posição.
 


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