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Com a decisão tomada nesta quarta-feira (18) pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, de baixar a taxa básica de juros (a Selic) em 0,5 ponto percentual, o Brasil continua com os maiores juros reais do mundo. Para que o país deixasse o topo do ranking, o corte na Selic teria de ser de 2,75 pontos percentuais.
Os juros reais descontam a inflação projetada para os próximos 12 meses. Fazendo essa conta, os juros básicos no Brasil ficam em 4,9% ao ano.

Em segundo, vem a Hungria, com taxa real de 2,8%. Em terceiro e quarto está a China, com 2,4%, seguida pela Indonésia, com 2,1%. Na outra ponta da tabela está a Venezuela, que tem a menor taxa real de juros do mundo, com -8,3% ao ano.

No entanto, falando de juros nominais (que não descontam a inflação), a Venezuela tem a maior taxa do mundo, com 18,30%.

O Brasil vem em segundo no ranking dos juros nominais. A Argentina está em terceiro, com 9%.

O ranking foi elaborado pelo analista internacional da Apregoa.com – Cruzeiro do Sul, Jason Vieira, com a colaboração do analista de mercado da Weisul Agrícola, Thiago Davino. A pesquisa de juros reais não inclui todos os países do mundo, mas 40 economias relevantes.

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