Seg, 19 de Abril de 2010 10:41
Um instituto de Guarulhos, na Grande São Paulo, vende por até R$ 2.000 um prêmio educacional baseado em um ranking inexistente do Ministério da Educação. O MEC pedirá que a Polícia Federal investigue o caso.
Anualmente, 150 escolas, supletivos e faculdades pagam pelo direito de ser premiadas como as "melhores instituições de ensino do Brasil", à revelia do governo federal. O ministro Fernando Haddad se disse perplexo com a situação.
Entre as premiadas, estão faculdades reprovadas pelo MEC, além de colégios mal classificados no Enem, exame que avalia o ensino médio. Instituições que recebem o prêmio disseram não saber que não havia aval do Ministério da Educação.
A premiação existe desde 2005. Luís Renato Nogueira, dono do Instituto Brasileiro de Pesquisa de Qualidade Gomes Pimentel, admitiu que usa dados não oficiais e disse que cobra só convites adicionais para o evento do prêmio.
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