Ter, 26 de Janeiro de 2010 00:00
No ano do centenário, um aniversário especial. Há dez anos, o Corinthians chegou ao topo do mundo. Na noite do dia 14 de janeiro de 2000, 20 mil corintianos no Maracanã e outros milhões espalhados pelos quatro cantos comemoraram o primeiro Mundial de Clubes reconhecido pela Fifa. E foi sofrido, do jeito que o torcedor alvinegro gosta. A consagração diante do Vasco aconteceu só nos pênaltis.
Movido pela Libertadores na temporada em que completa 100 anos de existência, o Corinthians ambiciona uma vaga no Mundial da Fifa. Seria um presente inesquecível carimbar o passaporte até os Emirados Árabes, sede da competição. O caminho é longo. O título continental já representa um desafio grande o suficiente. Mas especialistas no torneio não faltam. Dois jogadores do atual elenco já disputaram a competição e venceram. Um, pelo Corinthians. O outro enfrentou o time alvinegro em 2000, mas só levantou o troféu pelo Real Madrid. São eles Edu e Roberto Carlos, respectivamente. Edu é o único jogador remanescente do título de dez anos atrás. Mesmo reserva, ele disputou os quatro jogos da campanha vitoriosa. Mais que isso, bateu um dos pênaltis da final. Momento que ele não esquece, obviamente. "Treinamos muito para os pênaltis e eu tinha um dos melhores aproveitamentos. Na final, o Oswaldo perguntou quem queria bater e pedi para ser um dos cinco", recorda Edu. "Foi um momento mágico participar do Mundial. Havia grandes jogadores em campo. O Roberto Carlos estava no Real Madrid, que tinha Morientes, Raúl. Lembro que eu era jovem e pensava: nossa, estou do lado desses caras". Roberto Carlos foi um dos adversários do Corinthians. Na segunda rodada, os paulistas empataram por 2x2 com o poderoso Real Madrid. O lateral só foi festejar uma conquista semelhante em 2002, mas pelo antigo Torneio Interclubes, no Japão. Agora juntos, Edu e Roberto Carlos vivem uma temporada diferente. O Corinthians chega ao terceiro ano de um projeto iniciado no fim de 2007 com grandes pretensões. A principal meta, já tratada como obsessão, é a Libertadores, justamente o caminho até o Mundial. A trajetória até lá é complicada, mas em tempos de aniversários, todos sonham alto. E talvez a campanha de 2000 sirva de inspiração. Naquele ano, o Corinthians foi campeão invicto, com duas vitórias e dois empates. Fez seis gols e tomou dois. Edílson foi o artilheiro alvinegro, estufando as redes duas vezes. Os rivais, na ordem, foram Raja Casablanca (2x0), Real Madrid (2x2) e Al Nassr (2x0). Na decisão contra o Vasco, após o empate sem gols no tempo normal, a equipe paulista triunfou por 4x3 nos pênaltis. O resultado e o título representaram o primeiro passo para a grande ambição corintiana. Agora reforçado por estrelas mundiais como Ronaldo e Roberto Carlos, o Corinthians quer conquistar torcedores fora do país e brigar de igual para igual com os melhores do mundo. Pela segunda vez.
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