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Na quinta-feira, 05, uma palestra sobre as previsões meteorológicas fez parte da programação de palestras e oficinas oferecidos pela 16ª Feira do Melado, em Capanema. O meteorologista Luiz Renato Lazinski, meteorologista do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) de Curitiba, falou sobre as previsões climáticas para safra de verão, em evento realizado pela Coagro e que contou com a presença de mais de 200 agricultores, no Centro de Eventos. Segundo o Meteorologista Luiz Renato Lazinski, o fenômeno La Niña, que é oposto ao El Niño, corresponde ao resfriamento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial Central e Oriental formando uma “piscina de águas frias” nesse Oceano. Esse fenômeno é muito prejudicial ao clima brasileiro. Ele torna as estações mais definidas, um inverno muito frio e um verão seco, o que provavelmente dificulte a safra de verão.
Luiz Renato, destaca que não é possível prever exatamente o que vai acontecer nem daqui três dias, que dirá daqui seis meses. Vai haver chuvas em menor proporção do que no ano passado, isso é fato, mas pode ser que a chuva venha espalhada por exemplo, toda semana um pouco, fazendo com que a terra permaneça úmida, mas do contrário também pode acontecer, é possível que essa chuva venha toda em uma vez só, ai sim poderá prejudicar as lavouras de soja e milho da região.
Outra área que também poderá ser prejudicada é a do gado leiteiro. Pelo fato do inverno ainda não ter acabado pode acontecer algumas geadas até o final de agosto, o que poderá matar ainda mais os pastos demorando para a recuperação, a possibilidade de uma pequena seca no final do ano também poderá prejudicar as pastagens.
O meteorologista também falou sobre o aquecimento global, e que o Planeta Terra tem fases. “Já houve invernos mais rigorosos onde as pessoas pensavam que o mundo estava congelando, como também ondas de calor que davam a impressão de que estávamos derretendo”. Outro ponto abordado pelo meteorologista são as previsões para 100 anos, “não é possível prever o clima exato nem para daqui a três dias, quem dirá para daqui 100 anos. Aqueles que dão previsões detalhadas de como será o clima daqui cem anos estão muito precipitados, é impossível prever isso”, afirmou Luiz Renato Lazinski. 
Tania Santor
 


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