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A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, defendeu apuração das denúncias de irregularidades envolvendo autoridades do primeiro escalão do governo federal, ao ser questionada sobre a saída do ministro das Cidades, Mário Negromonte, após suspeitas de corrupção envolvendo a pasta. "Eu acredito que primeiro é necessário investigar a questão, não há nenhum veredicto ainda de culpa de corrupção".
Além de defender apuração rigorosa das eventuais irregularidades, a ministra elogiou a postura com que a presidente Dilma Rousseff tem tratado do assunto. "Eu acho que a presidente está lidando com isso com bastante cuidado, que é o que mais se pode fazer em uma situação como essa", afirmou.

Miriam deixou no início da tarde desta sexta-feira o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde foi internada na madrugada desta quinta para a realização de uma bateria de exames. Na quarta-feira, ela sofreu uma crise hipertensiva e decidiu antecipar o check-up que realizaria no fim de fevereiro. A ministra retorna nesta tarde para Brasília e deve retomar a rotina de trabalho apenas na semana que vem.

Na saída do hospital, a ministra do Planejamento evitou responder sobre o contingenciamento no Orçamento da União para 2012. "Só na semana que vem", disse. A expectativa do mercado financeiro é de que o governo federal congele entre R$ 50 bilhões e R$ 60 bilhões de um total de R$ 2,225 trilhões. A meta de superávit primário do governo federal para este ano é de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente R$ 97 bilhões.

Miriam disse que prosseguirá com tratamento médico em Brasília e relatou que os exames realizados na capital paulista tiveram resultados "bastante bons". "É a questão da tensão do dia a dia, que exige muito da gente e que, às vezes, a gente precisa ter o controle maior", afirmou. Ela disse ainda que lhe foi recomendado ter uma rotina maior de exercícios físicos para ajudar a controlar o quadro de pressão. "Eu trabalho muitas horas por dia, muitas horas", frisou.

A ministra relatou que, no encontro que teve com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ontem, no Sírio-Libanês, eles discorreram sobre o cenário de sucessões municipais de forma geral. Em nova conversa hoje, o bate-papo foi mais "solto". "Porque a gente sente muitas saudades dele em Brasília", afirmou.


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