Unicafes-PR propõe ao governo do Estado a criação do "Paraná Mais Cooperativo"
assessoria

Transformar o Paraná no maior produtor de alimentos do País. Este é o objetivo do "Paraná Mais Cooperativo", um programa estadual de fortalecimento do cooperativismo da Agricultura Familiar com interação solidária, elaborado pela Unicafes Paraná (União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária).

Nos dias 12 e 13 de março, a direção da Unicafes apresentou o projeto a varios órgãos do Governo do Estado com o objetivo de buscar parceria do poder público estadual para o desenvolvimento do programa.

 

O "Paraná Mais Cooperativo" tem como base o desenvolvimento de ações que fortaleçam o cooperativismo de apoio à produção, industrialização, gestão e comercialização dos produtos da agricultura familiar. A proposta parte do princípio que são necessárias ações de fomento nos seguintes eixos estratégicos: produção; agroindústria, infraestrutura e logística; comercialiação; Ater e serviços; conhecimento/pesquisa; crédito; organização e governança. "Só o crédito não resolve, temos que trabalhar a cadeia completa para que a engrenagem possa rodar. É isso que estamos propondo ao Governo do Estado com esse projeto", afirmou o assessor institucional da Unicafes Paraná, Alcidir Zanco ao ressaltar que o programa tem foco na alimentação saudável.

 

Conforme o projeto, a operacionalização do programa seria feita de forma conjunta entre a Casa Civil, Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SEAB) e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Paraná (EMATER-PR). Os recursos para a execução poderão ser captados tanto do setor público quanto do privado.

 

A proposta também prevê a criação de um conselho gestor, o qual seria composto por um representante de cada um dos seguintes órgãos e entidades: Casa Civil, SEAB, EMATER, Unicafes-PR, Central de Cooperativas da Reforma Agrária (CCA) e Organização das Cooperativas do Paraná (OCEPAR).

 

A proposta foi elogiada pelo secretário Norberto Ortigara (SEAB) e pelo superintendente geral de Governança, Phelipe Mansur, que representava o secretário-chefe da Casa Civil, Guto Silva. "Posso dizer com certeza que este é um assunto de suma importância e que da parte do governador Ratinho e do secretário Guto Silva há a vontade de fazer", assegurou Mansur. De imediato, o superintendente propôs a criação de um grupo de trabalho para o desenvolvimento da proposta.

 

O programa fomentará o fortalecimento do acesso ao crédito pelas cooperativas da agricultura familiar, tendo como inovação a criação de uma um fundo garantidor, linha de fomento e a constituição de um grupo para pensar inovações nas formas de investimentos que poderão ser realizados junto as cooperativas, ampliando a potencialidades destas iniciativas na produção de alimentos nas diversas regiões do Estado.

 

Participaram da comitiva que apresentou o projeto ao Governo do Estado o presidente da Unicafes-PR, Ivori Fernandes, Luís Possamai, vários diretores das centrais de crédito, agropecuárias e ATER, além do consultor e ex-deputado federal Assis do Couto.

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    Estado deve investir até R$ 314 milhões na conservação das rodovias do Sudoeste em três anos, mas pacote ainda é insuficiente, segundo a associação de municípios

    Da assessoria

    Todas as rodovias estaduais da região Sudoeste estão incluídas em um pacote de obras para conservação da malha viária anunciado pelo governo do Estado em abril. As licitações devem ser realizadas nas próximas semanas e os contratos passam a valer a partir do segundo semestre. São mais de 1.200 km contemplados somente na região e dois tipos de serviços: o Cremep, que consiste na retirada da camada danificada de asfalto e colocação de uma nova, e o Cop, que é um serviço mais básico.

    O pacote prevê investimentos de até R$ 314 milhões em três anos, mas segundo o presidente da Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop), Frank Schiavini, a medida somente ameniza as condições de tráfego e não amplia as melhorias nas rodovias. “Nós entendemos que esse valor que o Estado pretende investir é expressivo, mas pelas condições atuais das rodovias deveria ser maior; o Sudoeste precisaria de mais atenção neste ponto, tanto do Estado quanto da União, porque somos uma região que produz muito em termos de agropecuária e todo escoamento da produção e desenvolvimento da região depende de boas estradas”, afirma Schiavini.

    Em todo o Paraná, o programa de conservação de rodovias pretende investir cerca de R$ 3 bilhões. O dinheiro é utilizado somente na manutenção de estradas, como quando a via é danificada por chuvas ou excesso de tráfego, e não contempla ampliações, como a construção de trincheiras, trevos e terceiras faixas.

    Corredor Sudoeste

    A Amsop também acompanha o processo de concessão do chamado Corredor Sudoeste, trecho que liga Realeza (BR-163) a Palmas (BR-153). A preocupação da entidade é em buscar um modelo viável de concessão, que modernize a rodovia e mantenha tarifas de pedágio baixas. “A realidade é que esse trecho é muito violento, só em 2015 mais de 50 pessoas morreram nele, e isso precisa ser mudado. Se a privatização é o único caminho para tornar a rodovia mais segura e moderniza-la, que seja feito de forma responsável e acima de tudo sem tarifas que penalizem os usuários e motoristas do Sudoeste”, diz Frank.

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