Pinhal inicia mais uma etapa do Paraná Alfabetizado
Na sexta-feira, 25, no Clube do Idoso de Pinhal de São Bento aconteceu a solenidade de início das aulas das novas turmas do Programa Paraná Alfabetizado que tem por objetivo superar o analfabetismo no Etado.
Pinhal de São Bento possuía em 2005, um índice acima da média do Estado.
 Cerca de 20% da população não sabia ler, nem escrever. Segundo a secretária de Educação do município, Lenir Hanck, o município teve o privilégio, apesar de nós não ficarmos muito contentes com os índices, mas de ser escolhido em 2005, um dos municípios para superar o analfabetismo absoluto. Abraçamos a causa em parceria com o Núcleo Regional de Educação, governo do Estado e prefeitura municipal. Os resultados são muito bons. Recuperamos a auto-estima de muitas pessoas e percebemos uma grande mudança de valores na comunidade.
O programa implantado no município em 2005, contava com a presença de 240 alunos na escola. Em 2006, na continuação do projeto, foi mantido esse número aumentado com uma turma do EJA (Educação de Jovens e Adultos), alunos que já haviam passado por uma turma do Paraná alfabetizado e continuaram os estudos pelo EJA.
O prefeito Jaime Carniel relata os questionamentos iniciais quando assumiu o município. “Me perguntava sobre o futuro do município. Os índices não eram animadores, pois sabia que para o completo desenvolvimento, era necessário dar condições básicas de entendimento para a população e não poderíamos deixar de lado as pessoas que não sabiam ler e escrever. “Iniciamos com firmeza um trabalho de inclusão. Trabalhamos mudanças em todos os níveis de educação, dentre eles, a implantação do café da manhã para os alunos, pois muitos vinham para a escola sem se alimentar e até a chegada do recreio, tinham pouco aproveitamento no aprendizado. Depois, buscamos integrar os jovens e adultos. A maior preocupação era colocá-los no mercado de trabalho, mas para isso, tínhamos que buscar pessoas que tinham um pouco de conhecimento para desenvolver as tarefas nas empresas e nas propriedades. O Programa Paraná Alfabetizado e o EJA estão fazendo esta parte. A administração municipal investiu e continua investindo nas pessoas, pois entendemos que elas são a peça mais importante do nosso desenvolvimento. Estudar, aprender a ler e a escrever, conhecer os “por quês” das coisas, questionar, discutir, dar sugestões, são princípios básicos do desenvolvimento. Foi nisso que apostamos e percebemos as pessoas, as famílias, a comunidade pinhalense mais feliz. Ao vencermos o analfabetismo, teremos mais qualidade de vida e mais capacidade de desenvolvimento. Graças a Deus, às parcerias e à voluntariedade de pessoas que se dedicam em ensinar, estamos vencendo o analfabetismo e incluindo as pessoas no processo do conhecimento”, disse o prefeito Jaime.
Pinhal de São Bento era um dos maiores índices de analfabetismo do Estado, com 20.44% da população. A meta estabelecida pela administração era de chegar ao final de 2008 com um índice de no máximo 4%. O resultado é extraordinário e hoje, o índice é de 1,07%. “O analfabetismo está quase erradicado, acreditamos que com essas turmas cheguemos a praticamente a zero.É isso que nós queremos. Lutamos bastante para isso e também investimos bastante em educação, para trazer os analfabetos para a escola e deu resultado”, completa Carniel.
As pessoas que freqüentam o programa Paraná alfabetizado em sua maioria têm mais de 40 anos. O interesse em participar, em marcar a presença na sala de aula e em realizar tarefas escolar é surpreendente. Isso tem motivado os alunos e promovido bons resultados nas comunidades.
Os grupos de alunos estão concentrados na sede do município e também nas comunidades com maior índice de analfabetismo. A meta estabelecida em 2005 foi praticamente cumprida destaca Paulo Fiorese, coordenador do Programa Paraná Alfabetizado. “Nós que fazemos a coordenação do programa, temos sentido bastante a responsabilidade porque um município com um índice tão elevado, dificultava as ações. Mas quando o povo participa mais, coopera muito mais, o município todo sai ganhando. Não acredito que o analfabetismo chegue a zero no município, porque os alunos bem do interior ainda tem bastante resistência a participar, mas estivemos em todos os cantos do município em busca destes alunos. Os nossos professores participaram e espero que chegue em no máximo 1% o nível de analfabetismo, no final deste ano”.

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