Copel amplia operações e fica mais forte

Ademar Traiano
Desde a campanha eleitoral de 2010 ouvimos insinuações da oposição - em especial daquela representada pelo PT - que Beto Richa tramava privatizar a Copel e conspirava para entregar a iniciativa privada outras empresas públicas do Paraná. A mentira, como sabemos, tem pernas curtas.


Depois de um ano de governo a realidade se impõe. Quem privatizou, financiando investidores estrangeiros com dinheiro barato do BNDES, foi o governo da presidente eleita pelo PT, Dilma Rousseff, que entregou para a iniciativa privada os principais aeroportos do país, e vai agora privatizar portos e estradas.

É preciso que se diga que não há nada errado com a privatização em si. Em muitos casos, privatizar é a melhor, quando não a única solução para serviços que o Estado não tem recursos para tocar ou se mostra inepto para administrar. Errado e desleal é atribuir, maliciosamente, aos outros coisas que nós pretendemos fazer. Essa é uma atitude de má-fé.

Ao contrário do que aconteceu com os portos, e vai acontecer com os aeroportos e as estradas, que o governo do PT, está repassando a investidores privados, nacionais e estrangeiros, financiados com o dinheiro do contribuinte brasileiro, a Copel continua sendo uma empresa paranaense e está mais forte do que nunca.
A Copel acaba de arrematar, em leilão promovido pela Aneel, em consórcio com a chinesa State Gride Brazil Holding (maior empresa de transmissão de energia elétrica do mundo), a concessão para construir e operar 1.605 km de linhas e quatro novas subestações que vão transportar até a região Sudeste a energia produzida nas cinco hidrelétricas projetadas no rio Teles Pires, no norte do Mato Grosso.

A competência e ousadia foram decisivas para a vitória da Copel no leilão. A empresa demonstrou maior conhecimento técnico que os concorrentes da região onde serão instalados os empreendimentos, e os estudos de engenharia realizados pela Copel e pela sua empresa parceira possibilitaram uma economia significativa no orçamento de implantação dos empreendimentos.

O investimento na construção da rede de transmissão no Mato Grosso é estimado em R$ 2,7 bilhões. Serão os maiores empreendimentos de transmissão de energia da história da Copel. As novas instalações a serem construídas deverão estar prontas em 32 meses a contar da assinatura dos contratos. A concessão para exploração das linhas terá validade de 30 anos.

O primeiro lote arrematado é composto por três subestações nas cidades mato-grossenses de Paranaíta, Cláudia Paranatinga. O segundo lote compreende empreendimentos nos Estados de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais.

Com essa operação, a Copel sobe três posições no ranking das maiores empresas de transmissão do Brasil, pulando da 11.ª para a 8.ª posição em termos de Receita Anual Permitida. Ou seja, a Copel não só não foi privatizada e não será privatizada, como se tornou - sob o governo Beto Richa - uma das dez maiores companhias energéticas do Brasil e uma das mais importantes do mundo.

Ao vencer a disputa por essa concessão, a Copel praticamente dobrará de tamanho no setor de transmissão de energia elétrica e se consolida como um dos mais importantes atores nacionais na expansão dos negócios na área da energia.

Depois de um longo período em que era mais lembrada por seu envolvimento em pendengas judiciais, a Copel retoma com força sua posição de uma das mais importantes empresas no cenário nacional da energia elétrica.

*Ademar Traiano é deputado estadual pelo PSDB e líder do governo na Assembleia Legislativa.

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