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Comunicação e transgressão

Motivado pela ânsia de permanecer no poder, não importando os meios, de natureza evasiva e contraditória, naturalmente com duas caras: tentando insistentemente ser honesto e carreto, mas, inevitavelmente, seu interesse pessoal o leva a ser inescrupuloso, revelando ações que justificam os meios. Assim podemos definir o perfil de um elemento que vai ao rádio e confessa publicamente, sem ninguém perguntar que cometeu o crime de gravar uma conversa de um visitante em sua casa, em conversa com sua família, portanto, levando a crer que a confiança era mútua (era). Mais: ameaçou abrir o jogo, ou seja, apresentar a prova em momento oportuno (conforme sua covarde necessidade).
A gravação clandestina é crime, seja por quem praticado, da imprensa ou pessoal. Todo comunicador deve notificar seu entrevistado sobre gravação que pode ser utilizada para meios radiofônicos, televisivos, documentários e até na degravação de texto jornalístico impresso. É também uma ferramenta de comprovação de depoimento, porém, sempre feito às claras.
Ao fazer uma gravação clandestina, fica demonstrada a má intenção, a falta de confiança em si e nos que o rodeiam. Aliás, como acreditar num elemento que diz e depois, em seguida, desdiz? Que vive se desculpando? Que fala, joga palavras num claro desespero de falta de personalidade para tentar buscar a auto-afirmação.
O que dizer sobre uma comunidade, suas organizações, que ouve e fica calada, com medo? Que prefere o chicote da língua, ao debate ou desafio.
Estamos em época pré-eleitoral. Sabe-se que muitos “políticos” se ancoram em gravadores, muito provavelmente contrabandeados do Paraguai, para buscar confissões e segredos para promover o denuncismo. Estes mesmos “políticos” são capazes de cair subitamente no materialismo e até no pessimismo para aproveitar-se do cérebro dos outros. Enganam muito bem, pois tem duas caras! É, também, inconstante e infiel. Isso, sem mencionar o fato de ser um manipulador de pessoas. Não liga para o que os outros sentem, mas sempre leva em conta o que pensam e como te vêem. Pegão, dúbio e sem escrúpulos, acaba distribuindo um monte de chifres por aí. São diversas as áreas onde pode se dar bem: no picadeiro, na política e até em lutas marciais.
Mas até onde vamos com esta farra? Quando é que realmente o diálogo, a parceria e a inclusão farão parte do dicionário do bem viver na comunidade? A quem importa semear o medo e a dúvida? Quanto vale a palavra dada? Ou não vale mais nada?
Em tempos que se prega a democracia, em que é oportunizada a negociação e a integração, é bom refletirmos sobre algumas atitudes mesquinhas que ocupam o cérebro de líderes gananciosos. Respeito e juízo é a busca de todos, mas privilégio de poucos, principalmente se o poder e o estrelismo subirem pela cabeça.
“O que mais me preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem-caráter, nem dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons!” (Martin Luther King)

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