Desespero pré-eleitoral?
O Brasil e os brasileiros sabem que a cada dois anos, sempre em outubro, acontecem as eleições para escolher o Presidente da República, os governadores de estado, os senadores da República, deputados estaduais e federais, num período e para a escolha dos prefeitos e vereadores (eleições municipais) em outro período, no caso, neste ano de 2008. Em todas as eleições vemos o mesmo desespero nos poderes públicos, dos candidatos e dos eleitores. O Poder Público porque precisa assinar os convênios, garantir as verbas e fazer as licitações já que o prazo limita-se a 30 de junho. Dos candidatos porque precisam correr atrás da organização das convenções, das coligações, prazos que também se encerram em 30 de junho, das coordenações de campanha e principalmente, atrás das viabilidades de votos, ou seja, quem financia. Neste último quesito, com lei ou sem lei eleitoral, entra o financiador público (aquele que garante as verbas, as obras e por conseqüência tenta garantir os votos, tudo com dinheiro público recolhido através de impostos) e o financiador privado (aquele que “doa” para comprar carro, combustível, pneu, dentadura, passagem ou para pagar a conta de água, luz, telefone (fixo e agora de celular) e talvez neste ano, talvez tenha que pagar até hospedagem de site via Internet).
Diante deste período pré-eleitoral é comum viajar para a capital do Estado ou para o Distrito Federal, pois lá estão os grandes recursos (deveria ser o contrário). A cada centavo angariado, organiza-se o reconhecimento público (público porque é gasto dinheiro público mesmo), foguetes, desfiles, inclusive com carros públicos e entre as serventias, descobriram a função principal do Caminhão do Corpo de Bombeiros, participar de carreatas, confecção de faixas de agradecimento para ressaltar de que os políticos estão fazendo um grande favor em atender o seu povo.
E o desespero do eleitor. Tem o consciente, aquele que já sabe de antemão que quem vai pagar a conta é o empreendedor que trabalha tipo louco (mas já tem aqueles que defendem redução de jornada) para sustentar a classe política que se “renova” a cada dois anos (isso impulsiona o desenvolvimento) e outras classes que são permanentes (judiciário, funcional nos executivos e legislativos e também os inativos, estes com prazo para acabar, mas com permanente renovação), mas tem o eleitor inconseqüente, aquele que torce para tenha bastante candidatos para poder “morder” (não se sabe se o político foi criado pelo eleitor ou se o eleitor criou o político) e por conta disso, esquecer os compromissos, principalmente os financeiros, pois é a hora mais do que própria para arrumar alguém para pagar a conta.
Mas tem o desespero do político. Este arruma culpado para tudo. Aparecem, e só em campanha eleitoral, os culpados pela destruição do meio ambiente, pela falta de bons salários, pela falta de estrada, de emprego, agora, pelo alto preço dos insumos agrícolas (antes era pelo preço baixo dos produtos agrícolas), pela falta de remédio, pela falta de médicos, pela falta de sucesso, entre outros.
Lá por outubro, surgem outros culpados. O eleitor porque não soube votar e o político porque não soube defender a sua plataforma política. Durma-se com um barulho destes. Mas, é apenas o começo....
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