Esporte mítico

 Constantemente o esporte é associado à interação.  Recorre-se a ele a fim de criar uma mistura homogênea que independa de cor, raça, crença ou poder aquisitivo. Uma atmosfera onde paire a pluralidade, onde atletas lutem por suas equipes, pelo amor a camisa, buscando glória para si e para todos que por ele torcem. Porém, o esporte no decorrer de seus tempos teve suas características perturbadas. Torcedores e atletas vêm trazendo para o “campo” algo sujo e transviado: A violência. Mesmo na Roma antiga, quando gladiadores lutavam contra ferozes animais,o objetivo “digno” do esporte era preservado. 

  Diariamente se veem  fatos vergonhosos de violência em estádios de futebol. Torcidas organizadas usufruem dos meios de comunicação para tratar brigas, trocarem injúrias. Em sua grande maioria esses confrontos saem do papel, ou da página de bate papos, e acabam resultando em feridos, apedrejados e mortos. Tão mal não seria se as vítimas se prendessem aos envolvidos nesse insano conflito, logo que, o livre arbítrio é direito do homem. Porém, não é novidade que cidadãos que ao acaso estavam no local, acabam tornando-se protagonistas de uma história que nunca fora escrita por eles. 
 
  É evidente a necessidade do aumento de segurança para os civis que levam suas famílias para estes ambientes que estão tornando-se cada vez mais inseguros. Algumas equipes de futebol, por exemplo, apostaram em sistemas eficazes de segurança, mesmo que esses nem sempre refletem o esperado, para barrar qualquer tipo de violência em seus estádios. Contudo, vemos a expectativa da Copa do Mundo aumentar proporcionalmente a violência brasileira.
 
 Como disse já foi dito e é sabido por todos nós, “educar as crianças para não ter de punir os homens”, é a forma mais sensata a ser adotada pela sociedade como um todo. O fato, é que essa atitude terá reflexos em longo prazo. Emergencialmente, é necessário aumentar a segurança nos locais de prática de esportes, seja o campinho de bola de gude ou a futura Arena Tricolor, beneficiando a platéia que tem o objetivo de assistir um espetáculo dentro e fora do campo. Todavia, nada vai adiantar se não for resgatado o espírito esportivo a tanto perdido, criando uma sociedade madura e adepta ao “futebol arte” e não ao “esporte chacina”.  Não deixemos o verdadeiro espírito esportivo tornar-se mito.
 
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