Segunda, 16 Abril 2012 13:18

Raio - x

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Necessidade urgente - Tráfico e violência são resultados da inexistência de uma Delegacia de Polícia Federal no Sudoeste do Paraná. A constatação é do juiz de Direito da Comarca de Capanema, Márcio Geron, que diz:

"Ou instalamos a Delegacia da Polícia Federal no Sudoeste do Paraná ou continuaremos a perder muitas vidas para o tráfico de drogas e para a violência". Com essa preocupação, a Comarca de Capanema, seus juízes e servidores estão há muitos anos procurando conscientizar e viabilizar a instalação da Delegacia de Polícia Federal para atender aos 42 dois municípios da região. No final de 2011 uma comitiva, liderada pelo juíz Márcio Geron, esteve com o delegado José Iegas, superintendente da Polícia Federal no Paraná, explicando que as famílias sudoestinas vivem em constante perigo pela ausência da Delegacia.

Apoio da Amsop - Contando com o apoio da Amsop e com a interferência da deputada Luciana Rafagnin, está sendo levado o pleito, novamente, para o Governo Federal. Inclusive, no ofício dirigido para a deputada, o juiz menciona: "... O pleito é histórico (conferir a Carta do Sudoeste). Sem esquecer que já no Seminário de Segurança Pública realizado pela Acamsop/13 e Amsop, em 2005, pleiteava a referida instalação... Não temos uma visão paroquial". O magistrado acrescenta que “as drogas devem ser combatidas em três frentes: prevenção, repressão e tratamento. Prevenção é, por exemplo, proibir a presença de bebidas alcoólicas nas escolas e nas mãos dos jovens. Por isso, é fundamental a participação das igrejas, dos educadores e, principalmente, dois pais. Repressão, por sua vez, é Polícia Federal na fronteira. Nós estamos na fronteira, nós precisamos da Polícia Federal aqui. Por isso, os homens públicos da região devem unir forças. Sem união, quem ganha são os traficantes”.

Quadro começa a clarear – Com a desincompatibilização dos que estavam atuando nas administrações públicas como cargos de confiança e dos que atuavam em diretorias de entidades, o processo eleitoral, em termos de candidaturas começa a clarear. Em todos os municípios, servidores públicos de confiança se deseincompatibilizaram e começam a trilhar o caminho da organização partidária para viabilizar as suas candidaturas a prefeito, vice-prefeito ou vereador. A próxima fase, é o das convenções partidárias que acontecem em junho, quando então, ficam definidos os candidatos e as coligações para o pleito de 7 de outubro. Porém, a Lei Eleitoral já está valendo e há a fiscalização do eleitor, dos partidos e da Justiça Eleitoral para as condutas vedadas. Ao que se sabe, muitos já terão problemas pela frente, pois as provas estão sendo juntadas e devem parar nos tribunais, uma das instâncias em que muitos pleitos eleitorais podem ser decididos, ignorando a vontade do eleitor. Então, todo o cuidado é sintoma de organização e de cumprimento do que estabelece a Lei. Quem deixar rastros ou tiver o rabo preso, vai se complicar.

Fim da candidatura única – A Comissão Pró-Candudatura Única de Santa Izabel do Oeste realizou segunda-feira, 09, reunião com os partidos políticos do município. Todos os 15 partidos formalizados no município foram convidados. Dois não compareceram e nem justificaram as ausências: PT e PV. Após ouvir uma avaliação dos demais partidos: PMDB, PDT, PSDB, PPS, PR, PSB, PSC, PSL, PTB, PMN, DEM, PSD e PP, ficou evidenciado que o processo de discussão de candidatura única não interessava claramente aos partidos faltosos e para outros que estavam presente. Numa reunião entre os representantes dos partidos com o presidente da Comissão, Luiz Carlos Cichocki, o PDT pediu tempo para ouvir o partido e se retirou da reunião, enquanto que os demais, decidiram se reunir no próximo dia 23 de abril, às 19h, para formalizar o início do trabalho de elaboração do projeto para Santa Izabel do Oeste a ser defendido pelos partidos para o próximo mandato e discutir quem será o candidato do grupo para a disputa eleitoral que se avizinha.

Valeu a pena – A Comissão pró-Candidatura Única avalia que o trabalho valeu a pena e teve grande sucesso. O município teve candidatura única nas eleições de 2004 e trabalhou firmemente para repetir o feito em 2008, porém o PDT não aceitou participar e foi para a disputa contra os demais partidos que se mantiveram unidos. “O município cresceu, as conquistas foram muitas e principalmente, reinou o clime de harmonia e de entendimento onde todos ganharam, pois cada um cuidou das suas coisas e as famílias experimentaram o sabor da paz. Todos evoluíram, todos demonstraram sua capacidade e potencialidade e Santa Izabel do Oeste está diferente porque o Poder Público teve tranquilidade para executar suas ações e fez o máximo que pode para que o município e o povo conquistassem destaque regional e nacional. Os indicadores são muito favoráveis e cabe agora, para partidos e para os eleitores, cultivarem as coisas boas e buscar soluções para continuar os avanços de desenvolvimento. Temos muitas potencialidades e com diálogo, percepção e gestão administrativa, vamos ganhar em qualidade de vida. Fizemos o nosos papel enquanto mediadores. Não é função da Comissão dizer que este ou aquele é o melhor, mas o de proporcionar o diálogo e muitos dialogaram e pensaram por Santa Izabel do Oeste e isso valeu a pena”, destaca o presidente da Comissão, Luiz Carlos.

Dívida fácil – O governo mascara de todas as formas a crise que atinge o mundo. Agora, lançou o pacote de bondades, novamente privilegiando os bancos, chamando de Crédito Fácil. Porém, o brasileiro movido pela sua criatividade e profundo conhecimento, acredita que o nome verdadeiro é “dívida fácil”, ou seja, a cada dia se afunda muito mais. O mérito da questão é que você só poderá ter acesso a juros menores, se fizer nova dívida. Assim foi com os programas “Minha casa, minha vida”, que foi transformada em “Minha casa, minha dívida” e com o Trator Solidário onde muitos agricultores foram movidos pela “facilidade” a comprar tratores. Já tem agricultor que não conseguiu pagar a primeira parcela e já pensa em se desfazer do “bem” adquirido, porém, esbarra numa pequena dificuldade: não acha compradores, pois todos estão endividados. Outro detalhe: o desencalhe de tratores promovido pelo governo para beneficiar a indústria, poderá ser transformado em emcalhe nas propr iedades rurais. A cada dia, surge um novo programa sob a tutela do governo, mas com uma condição: você tem que ficar penhorado com os banqueiros. É golpe, sobre golpe. É bom se ligar!

Pensar é bom – O excesso de respostas atrapalha a saudável convivência com as dúvidas, principalmente, se na resposta, apaga-se incêndio com gasolina.

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