Oito candidatos disputarão a eleição ao governo do Paraná
Primeiro turno deve se caracterizar pela fragmentação partidária, mas segundo turno prevê a polarização entre direita e esquerda.
O eleitorado já pode se preparar, na ultima sexta-feira se encerrou o prazo para as convenções partidárias e por isso o quadro eleitoral esta quase definido, mas para o cientista político Ricardo Oliveira, em outubro no Paraná não deverá ser “muito diferente” da eleição de 2002. O primeiro turno, segundo ele, irá se caracterizar pela fragmentação partidária. “É uma eleição multifacetada, multipartidária”, afirma. Já no segundo turno o cientista prevê uma disputa bipolar, com representação de direita e esquerda. Flavio Arns (PT), Osmar Dias (PDT) Roberto Requião (PMDB) e Rubens Bueno (PPS) são os quatro principais candidatos a governador do Paraná. De acordo com as análises, o PMDB deverá se unir ao PT num segundo turno, repetindo o cenário da eleição de 2002. Para Oliveira, a participação do PT no segundo turno é decisiva na vitória de Requião. “Tanto em 1990 quanto em 2000, ele perdeu no primeiro turno. Ele só vence no segundo turno porque segue com a esquerda”, disse. O cientista afirma que a aliança entre PPS e PFL é “novidade” e contribui para que o segundo turno fique dividido entre direita e esquerda. “Mais por causa do PFL, que é partido conservador, defensor dos interesses ruralistas, o candidato do PPS, Rubens Bueno, deve representar a direita, junto com Osmar Dias (PDT)”. De um outro lado estarão PMDB e PT, representando a esquerda, analisa. O cientista disse que, pelo fato dos partidos de Dias e Bueno representarem a direita, eles deverão disputar o mesmo eleitorado no primeiro turno.
Ler 742 vezes
Entre para postar comentários
Top