Lula despenca em popularidade
A pesquisa CNT-Sensus apontou uma queda de popularidade de Lula que comentou: "Eu tenho por hábito não reagir a pesquisas porque elas retratam a situação política que vive o país", disse o presidente. "Estou muito tranqüilo porque as pesquisas não refletem o que você pode fazer no governo".
"O governo está fazendo aquilo que é possível fazer", acrescentou. "Nós sairemos muito fortalecidos, e isso não me preocupa". Eleições no PT Lula disse que "qualquer que seja o resultado de um processo democrático interno do PT será importante para o fortalecimento do partido, para a recuperação do prestígio do partido", afirmando ainda que as eleições no PT ocorrem em "um momento extraodinário", mas admitiu que, pessoalmente, gostaria que a votação no partido fosse realizada em um momento político mais tranqüilo. Os números da pesquisa CNT-Sensus O presidente Lula está com a popularidade mais baixa desde que começou a governar, em janeiro de 2003. O índice dos que aprovam o petista está em 50%, 9,9 pontos percentuais a menos que pesquisa anterior, feita em julho. Em fevereiro do ano passado, por exemplo, ele tinha 65,3% de aprovação (quase o mesmo número que em fevereiro deste ano: 66,1%). Na contramão, subiu o percentual dos que o desaprovam: passou de 30,2% em julho para 39,4% agora em setembro. Para pegar a mesma base de comparação, em fevereiro de 2004 a desaprovação era de 24,2% e, em fevereiro deste ano, de 26,5%. Também chama atenção o resultado da seguinte pergunta feita pelo instituto de pesquisa: 'O sr. (a) acha que o presidente Lula deveria se candidatar à reeleição?' Respostas: 40,3% acham que sim, que ele deveria ser candidato. Dentro da margem de erro, que é de três pontos percentuais, 42,1% acham que ele não só não deveria se candidatar, como também não deveria indicar ninguém do partido dele, o PT. E 10,6% acham que ele não deveria ser candidato, mas que deveria indicar alguém do Partido dos Trabalhadores. Os eleitores também mudaram de opinião sobre alguns dados relativos à corrupção. Em julho, 33,6% achavam que o presidente sabia das denúncias que hoje são públicas, como as do mensalão. Hoje, 49,5% acham que ele sabia. O índice dos que achavam que ele não sabia de nada era de 45,7% em julho e agora, em setembro, é de 38%. E está empatada a avaliação sobre se o presidente está ou não agindo corretamente com relação às denúncias: 44,8% dos entrevistados acham que sim; 45,1% dizem que não. Adversários para 2006 O cenário para 2006 ainda está indefinido. Se pegarmos as respostas espontâneas, onde o eleitor não se depara com lista nenhuma, percebemos que está tudo muito pulverizado - sinal de que o eleitor está perdido. Isso ocorre porque as candidaturas ainda não estão definidas. Mesmo no PSDB, onde as pesquisas fortalecem de certa forma José Serra, nada está definido. Até porque ninguém sabe se será ele mesmo o candidato, ou se será Geraldo Alckmin, ou Aécio Neves... É preciso lembrar que há um outro forte partido no páreo. O PMDB, partido de uma capilaridade territorial fantástica. Quando se fala no PMDB se fala no Garotinho, mas quem diz que não pode ser o Nelson Jobim, por exemplo? Os perfis dos candidatos ainda não estão delineados.
Ler 2286 vezes
Entre para postar comentários
Top