A tecnologia

 Tornou-se sagrado: preparo um Nescau, um pacote de bolachas recheadas, dou-lhe uma ajeitada na minha cadeira, inicio o computador, abro a internet e então pesquiso algo para tratar na coluna. Pode não parecer, mas, todo texto, antes de ser escrito, passa por uma barreira semi-permeável de: Será útil ou não. Não falarei dessa barreira imaginária que visa selecionar as “menos piores” ideias que tenho para cá. O detalhe é que essa semana, quando começava o ritual do pré texto, quando fui ver as tendências na internet... onde estava ela? Como analisaria os temas de textos? Se fizesse a coluna aleatoriamente, como mandaria ela para o senhor Hednilson publicá-la? Peguei-me então pensando no quanto estamos envolvidos com as diversas formas de tecnologias. Pode parecer e é incomum viver sem tecnologia. Pense você: Como é viver um dia inteiro sem eletricidade?


A tecnologia manifesta-se de diversas formas. De origem grega, a palavra trata-se de um termo que envolve basicamente conhecimento técnico científico e ferramentas. Dentre as revoluções tecnológicas, em meu humilde ponto de vista, a mais importante foi a descoberta do fogo. No momento em que o homem descobriu e dominou o fogo, tudo mais que ele inventasse seria para seu sossego e conforto. Com o Fogo o homem primitivo era capaz de assar seu alimento, fato que melhorou significativamente sua alimentação, tanto de carne como raízes e vegetais. Com o fogo o homem espantava e afugentava animais que antes lhe ameaçavam facilmente. É claro que revoluções futuras foram essenciais para chegarmos até aqui, mas, o domínio do fogo fora chave para a dominação hominídea. 
 
A facilidade de comunicação é uma das mais úteis formas de tecnologia. Celulares, tablets, redes sociais... nada disso seria possível sem a, abandonada, máquina de escrever! Quantos documentos, músicas e leis foram “batidas” em suas teclas gélidas, que, volta e meia travavam? Não podemos questionar a versatilidade e facilidade proporcionada pela internet e tipos como o Ipad, tão menos falar que a máquina foi a maior revolução na área, contudo, podemos afirmar que ela foi fundamental. Pensar que o tempo de publicação foi, quem sabe, reduzido a 1/3 do normal é como pensar, na atualidade, uma internet discada e outra ADSL. 
 
A tecnologia é vista sempre pela lei do oito ou oitenta. Li muito ao seu respeito, contudo, encontrei pouquíssimos artigos que apontavam seu lado bom e ruim. Claro que inúmeras coisas foram facilitadas e que essa facilidade teve um custo. Não busquei falar sobre isso, tão menos pensar isso neste texto. Quis mesmo pensar nas verdadeiras revoluções. A escrita, por exemplo, dividiu a história entre Pré-história e História. Já que estava sem internet, resolvi inovar e escrever o texto “a mão”, mesmo que depois, tivesse que passá-lo para o PC. Como é prazeroso e penoso o trabalho. Dominar uma tecnologia não se trata de ter o melhor celular e usar todos seus aplicativos, mas, sim, de explorar tudo o que algo lhe oferece.  Antes que a caneta comece a falhar, vou findando essas letras, que tendem cada vez mais à caligrafia médica, por aqui. Com rabiscos, sublinhados, cheirinho de tinta de caneta Bic e farelos em cima do papel. Pensando bem, ficar sem luz por um dia todo nem deve ser tão ruim assim. Escrever a coluna sem PC não matou ninguém...
 
Alencar Junior Proença, 18 Anos,
Acadêmico do 1º Período de Medicina.   
Twitter: @AlencarJrP
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