Pais em tempos de internet

Os dias realmente são outros na internet. Eis que está ocorrendo algo que deveria ter acontecido há muito tempo: Papai e Mamãe estão na INTERNET! Para alegria de alguns (os que detestam suas linhas do tempo poluídas por criancices, tolices e demais demonstrações de falta de senso) e tristeza de muitos, (galera que só dá “azia” na rede) é crescente o número de pais que estão “educando” seus filhos de modo “High Tech”! Na última semana doze pais de colegas/conhecidos/tenho no facebook me adicionaram. O fato é embalado, claro, pela crescente abrangência da rede social que, de forma ou outra, está envolvendo várias áreas do mercado econômico, porém, casos de progenitores repreendendo seus filhotes em tempo real denotam clara evolução do entendimento paterno do “Educar em tempos de tecnologia”. O que acho? Bacana, muito bacana! Porém, é tarde...


Nos meus tempos de pré-adolescente, veja que não faz tanto tempo assim, havia várias redes sociais. Esses sites davam indícios do que viria posteriormente, quando suas ideias principais fossem unificadas. Foi isso o que Orkut e posteriormente, com perfeição, fez o facebook: Uniram tendências de sucesso em um único lugar. Como ia falando dos meus tempos, lembro-me bem do Pentium três, a moda eram os sites de compartilhamento de fotos. Esses sites não ofereciam utilitários como “ser amigo” ou “chat em tempo real”, você basicamente dispunha de duas postagens por dia. Uma foto e uma legenda. A galera podia seguir seu perfil e comentar suas fotos. Até aí, tudo lhes parece familiar, contudo, havia um problema: Novidade! Tudo era novidade pra minha geração! Nem se fale para a maioria dos pais! As novidades eram tantas! A galera não queria parar de postar as fotos, de comentar para receber comentários, passavam suas senhas para amigos postarem fotos deles... Nada que o facebook não tenha, certo? Errado! Naquele tempo não havia pais para olhar e dizer: “Filho, que foto é essa? Tire essa porcaria daí já!”, tão menos para comentarem em baixo daquela foto da balada: “Então você está bebendo cerveja na faculdade mocinho, teremos uma conversa.” É uma pena, mas, muitos pais chegaram tarde. No tempo do Flogão, Fotolog e outros sites de compartilhamentos de fotos, a piazada não tinha vida social, não dependiam de sua imagem para arrumar um trabalho ou concorrer a uma vaga em um concurso qualquer...    
 
O passado baterá, sem dúvida, na porta de uma galera! Levando em consideração que muitas empresas e corporações analisam o histórico de seus futuros funcionários na internet, as tantas fotos e declarações “fotologuianas” são um perigo iminente para aqueles que gostavam de “zoar na 4x4”.  Como não se poder voltar atrás, o que resta fazer é remediar as atuais gerações, que, cá para nós, estão muito piores. Peço encarecidamente aos senhores pais: Vejam o que seus filhos fazem na internet. Eduquem não tão somente para esse mundo real. Façam cursos, aprimorem-se! Vale a pena! É preferível perder algumas horas olhando o perfil do seu “muleque” hoje, do que outras tantas respondendo um processo por danos morais. “Mas o que meu filho fez?” Você irá perguntar. “Como vocês deviam saber, ele denegriu a imagem do professor em seu perfil do facebook.”.  Saber faz bem a saúde; educar também. Aos pais que aderiram à ideia e estão olhando de perto o que seus filhos fazem: Meus parabéns! Contudo, por favor, deem exemplo nas redes sociais.
 
Alencar Junior Proença, 18 Anos,
Acadêmico do 1º Período de Medicina.   
Twitter: @AlencarJrP
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