O que realmente importa?

Muito se tem falado acerca da greve das universidades federais; politicamente falando. Com os tempos de disputas partidárias “batendo” a porta dos brasileiros, uma greve que envolve o alto escalão de produção intelectual do país é um prato cheio para discussões interpartidárias; o interesse dos debates deveria ser buscar o melhor para o acerto e o fim da greve, mas, não é o que estamos vendo e lendo. 

A greve dos professores das instituições federais se deu por conta da falta de reconhecimento, pelo descaso com seu trabalho; descaso esse que se prolonga a todas as áreas da educação.

O jogo de interesses é visível. O governo busca o melhor para si, a oposição o que convém e garante votos e os alunos... bom, os alunos não tem interesse, certo?! Alguns de meus amigos, que se formam neste ano, perderão ofertas de emprego por não terem seus diplomas no tempo certo, outros não poderão prestar alguns concursos importantes pela falta deste. O fato de terem aula no natal virou até jingle! A brincadeira governamental de marcar reuniões e não comparecer custará caro para muita gente, mas, quem se importa? O que há de mais em ficar um ano a mais na universidade?

A falta de interesse para com o bem-estar da educação não é novidade neste país. Dia-a-dia vemos prédios tornando-se cada vez mais inviáveis, laboratórios desativados por falta de manutenção ou professores encarregados por eles, alunos saindo cada vez mais teóricos por falta incentivo a pesquisa... Mas, tudo se deve ao professor! E se a educação vai mal, imagine como está a situação para os professores!  A maior carga horária não se dá na sala de aula, mas, sim, nos bastidores de tudo: local onde o professor prepara sua aula, os trabalhos que aplicará, corrige-os, realiza pesquisas... Desejar que a educação vá bem se o professor não está bem soa engraçado.

Greves são fundamentais. No decorrer da história inúmeras vezes foram utilizadas como forma de chamar a atenção daqueles que detinham o poder para mudar cenários precários ou as condições em que se encontravam as grandes massas. No Brasil, a primeira grande greve ocorreu em 1917, de lá para cá, muita coisa mudou, exceto o desejo que a norteia: Mudanças, melhorias e justiça. A única diferença é que na greve das universidades federais para a “Grande Greve” é que o maior prejudicado não é o dono da fábrica, mas sim, os estudantes! O país perde, os estados perdem, o desenvolvimento de novas tecnologias perde. Mas, isso é o de menos, não é? Afinal, preocupar-se em denegrir imagem de políticos afirmando que “isso ou aquilo” é culpa de “não sei quem” é muito mais importante do que o prejuízo aos “estudantes baderneiros que fazem barulho por coisas desnecessárias.”.

Não se preocupem!  2014 tá aí!

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1 Comentário

  • Link do comentário favor corrigir Segunda, 09 Julho 2012 10:02 postado por favor corrigir

    está errado, não é somente os professores que estão em greve, mais os técnicos também deveriam corrigir a informação, ou se informar melhor.

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