Comissão de Agricultura aprova audiência para debater crise do leite
A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou dia 5 de outubro, a realização de uma audiência pública para discutir a crise que assola o mercado de produção de leite no país. A audiência deverá ser realizada será realizada no dia 19 de outubro, em Brasília. A solicitação para realizar essa audiência pública é do deputado federal Moacir Micheletto (PMDB-PR), presidente de honra da Frencoop (Frente Parlamentar do Cooperativismo) e do deputado federal Odacir Zonta (PP-SC), atual presidente da Frencoop.
De acordo com os dois parlamentares a presença dos produtores, das cooperativas, das indústrias e das autoridades do setor são fundamentais. Para participar da audiência pública serão convidados o secretário de Política Agrícola do ministério de Agricultura, Ivan Wedekin; o secretário de Defesa Agropecuária do ministério de Agricultura, Gabriel Maciel; o secretário de Desenvolvimento da Produção do ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Antônio Sérgio Martins. Os fatores que mais influenciaram a aprovação desta audiência pública foi a crescente produção de leite que está provocando queda nos preços ao produtor. Em razão da crise com a seca que atingiu a produção de grãos na região sul do país, os produtores elevaram a produção de leite para compensar os prejuízos. Mas os resultados não foram animadores e o excedente chega a 20% da produção. No período de entressafra, de março a agosto, os preços sofreram queda, contrariando as tendências de mercado. Em agosto, o preço médio pago ao produtor pelo leite de tipo "C" foi abaixo de R$ 0,51 por litro. A recuperação na produção da Argentina e do Uruguai, que exporta parte da produção para o Brasil, e os fartos subsídios na União Européia fazem com que os preços devam continuar recuados. Os dois parlamentares destacaram que a crise no setor de lácteos resulta do desequilíbrio entre as exportações e importações, do baixo consumo de leite, da utilização indiscriminada de soro importado e, também, das dificuldades de adequação dos pequenos produtores à Instrução Normativa nº 51, do ministério da Agricultura, que estabelece novos padrões de produção e qualidade de leite.
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