Reolon vai a júri popular
Luiz Maciel

Reolon não é louco.

Esta foi a conclusão do médico psiquiatra Ivan Pinto Arantes, perito do Complexo Penal do Paraná (CMP). Gilmar Reolon é acusado de matar o pai Otávio Reolon (65), a esposa Gema (41), os filhos Gian Lucas (9) e Gissele (14), a sogra Petronília Casanova (84) e a adolescente Indiamara Pereira dos Santos (13) e segundo avaliação de especialista, Gilmar não possuía qualquer tipo de doença mental ou perturbação da saúde mental à época em que supostamente cometeu os crimes.

Depois de sobreviver de um tempo no mato, onde vivia de forma primitiva se alimentando de frutas, legumes e carne de animais e de bovinos do qual é acusado de ter matado em propriedades próximas, Reolon foi preso no dia 11 de janeiro de 2013, escondido em um mato na comunidade de Linha Triton.

Com o resultado dos exames, Gilmar que está detido em Curitiba, vai a júri popular e seus atos serão julgados por um corpo de jurados composto por sete pessoas da comunidade da Comarca com poderes para condenar ou absolver depois de ouvir as argumentações de acusação, da defesa, das testemunhas e dos réus. A Justiça da Comarca de Francisco Beltrão pretende agilizar o máximo possível a data do júri popular, que deverá ocorrer entre março e abril.

Gilmar responde pelos crimes em três processos: assassinato do pai, assassinato da família e assassinato da adolescente, já quando vivia foragido e escondido no mato. Os três processos podem ser analisados em uma única sessão do júri.

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