A violência precisa ser combatida
Divulgação

Deputado Federal Assis Miguel do Couto

 

Assim como todos os brasileiros, fiquei indignado com as cenas fortes divulgadas amplamente pela mídia e nas redes sociais do linchamento da dona de casa, Fabiana Maria de Jesus, 33 anos, brutalmente assassinada após ser confundida com uma sequestradora de crianças.

 

 

Como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara, assinei uma nota esta semana onde convoco a população brasileira a não deixar extravasar este sentimento de vingança.

Esta onda de violência, estes linchamentos públicos, precisam terminar. A população brasileira precisa entender que este sentimento extravasado de vingança apenas alimenta estes atos violentos ocorridos nos últimos meses no Brasil. Quando há “justiça” pelas próprias mãos, há também um novo crime. E se o sistema de justiça e segurança está falho, a tarefa de cada brasileiro é lutar para melhorá-lo e não agravar ainda mais a situação.

Neste sentido, nesta luta por melhorar o sistema de segurança, tive a satisfação de receber em Brasília a visita do presidente e do vice-presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros. O vice-presidente da instituição, Doutor Sérgio Luiz Junkes, é nosso conterrâneo beltronense. A AMB se mostrou imensamente preocupada com a onda de violência e solicitou à Comissão de Direitos Humanos e Minorias a realização de uma audiência pública para debater sobre o tema.

E a comissão vai fazer a sua parte. Como informei aos dois juízes que estiveram na comissão, informo a cada sudoestino e também à população deste País, que nós faremos um grande evento pela paz. Antes da Copa do Mundo, nós queremos debater os caminhos para a paz no Brasil. E este debate será feito em parceria com o Senado, com entidades ligadas à promoção de direitos humanos e minorias, e contamos com a participação ativa da sociedade civil organizada brasileira.

Nós precisamos promover este sentimento de paz para o que aconteceu com a dona de casa, e outros tantos brasileiros que foram e são, diariamente, vítimas destes chamados “justiceiros”, para que atos assim não se repitam. E o que nós não precisamos é da banalização deste assunto. Não podemos deixar que estas imagens se multipliquem nas redes sociais. Precisamos que a grande mídia dê atenção para a solução do problema e não no problema em si.

Os mais diversos atores da sociedade brasileira precisam estar unidos para impedir a propagação desses delitos. Por isso, cada brasileiro, cada beltronense, cada morador do Sudoeste que quiser sugerir algum assunto para entrar em pauta neste grande evento pela paz, deve enviar para a Comissão de Direitos Humanos. Juntos, vamos fortalecer a cultura em prol da paz.

 

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