Faesc contabiliza R$ 800 milhões de prejuízo na agricultura catarinense
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) está contabilizando as perdas que a agricultura catarinense acumula com a seca, os problemas cambiais e as desordens de mercado. Somente em 2006, já são R$ 800 milhões de reais em prejuízos, segundo o vice-presidente da Faesc, Enori Barbieri.
O Estado de Santa Catarina foi o terceiro mais prejudicado pela seca, atrás somente do Rio Grande do Sul e do Paraná. A safra catarinense totalizou 4,57 milhões de toneladas, ou seja, uma quebra de 12,72%. O trigo teve uma redução de 44% na produtividade. O feijão apresenta perda de 21%; o milho, 17%; e a soja, 5%. “Essa foi a terceira seca consecutiva. Um levantamento do Centro de Estudos de Safras e Mercado (Cepa/Epagri) mostrou que nos últimos três anos o campo catarinense amargou um prejuízo de R$ 1,5 bilhão, enquanto no Brasil as perdas chegam a R$ 30 bilhões nos últimos três anos. Esses números registram prejuízos consecutivos, como já aconteceu com a suinocultura e isso vai levar a falência de milhares de propriedades rurais, que dificilmente terão como se manter na atividade rural”, alerta Barbieri. Segundo o IBGE, além das condições climáticas desfavoráveis, os agricultores enfrentaram dificuldades para renegociar dívidas, escoar a produção, conseguir créditos e melhores preços pelos produtos. “O cenário que se apresenta para a safra 2006/2007 não é nada animador, os produtores estão com muitas dúvidas sobre os próximos investimentos e a previsão de quebra de safra é da ordem de 20 milhões de toneladas de grãos. Não há nenhum indicador que demonstre melhoras para o setor agrícola”, analisa Barbieri.
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