Gaievski tem 2ª condenação

As penas já somam mais de 28 anos de detenção

 

 

O Diário da Justiça do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ/PR) publicou em 06/11 mais uma sentença condenatória contra o réu Eduardo André Gaievski. Agora, o réu foi condenado a 10 anos e seis meses de detenção em regime fechado, como incurso nas sanções previstas nos artigos 217-A, por duas vezes, nos termos do art. 71, todos do Código Penal.
A primeira sentença, em 15 de setembro de 2014, foi de 18 anos e um mês de detenção em regime fechado. A soma das condenações até aqui, em dois julgamentos, chega a 28 anos e sete meses de prisão em regime fechado.
Eduardo Gaievski responde a mais 15 processos sob a acusação de ter praticado crimes sexuais (pedofilia e estupro) contra vulneráveis na cidade de Realeza, quando foi prefeito do município no período de 2005 a 2008 e 2009 a 2012. Depois de deixar o comando do Executivo, Gaievski foi nomeado pelo atual prefeito para o cargo de Chefe de Gabinete em 2013 e, em seguida, foi alçado para trabalhar como assessor no Palácio do Planalto no Ministério da Casa Civil, a convite da senadora e ex-ministra, Gleisi Hoffmann.
Em agosto de 2013, com a decretação da prisão preventiva, Gaievski fugiu de Brasília e foi capturado alguns dias depois, em Foz do Iguaçu. Preso, ele prestou depoimentos iniciais em Curitiba e depois foi transferido para o Cadeião de Francisco Beltrão, para poder acompanhar os processos que correm pela Comarca de Realeza mais de perto. Por várias vezes Gaievski foi transportado de Beltrão até o Fórum de Realeza para prestar os depoimentos e acompanhar os processos a que responde.

Depois da sua primeira condenação, e com o prenúncio de que haveria um movimento para uma rebelião no Cadeião de Beltrão, Gaievski foi transferido para Curitiba, por medida de segurança.
Com a segunda sentença, Gaievski já tem acumulados mais de 28 anos de condenação, e com os outros 15 processos a serem julgados, pelos mesmos crimes, calcula-se que a soma das condenações seja uma das maiores da história do judiciário brasileiro, devendo ultrapassar a 250 anos.

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