O Papel do farmacêutico no cuidado da sua saúde!: Helicobacter pylori!
Acervo Pessoal

A gastroenterologia nasceu em 1822, através de experiências realizadas pelo Dr. William Beaumont, que abriram campo para pesquisas sobre a fisiologia do aparelho digestivo.

 

Merece destaque também a descoberta da endoscopia digestiva, que revolucionou o diagnóstico e a terapêutica. Contudo, um dos mais importantes avanços na área, foi a identificação da Helicobacter pylori, nos anos 80, por Warren e Marshall, após biópsias gástricas em pacientes com gastrites crônicas e úlceras pépticas.

As infecções pela H. pylori e pela Streptococcus mutans, causadora das cáries dentárias, são apontadas como as mais comuns dos seres humanos. A H. pylori é uma bactéria gram-negativa, com capacidade de sobrevivência em meio ácido do estômago. Isso causa reações inflamatórias e imunológicas que perduram ao longo da vida, a menos que a infecção seja totalmente combatida.

H. pylori é considerada a bactéria de maior prevalência no mundo, com aproximadamente 50% de portadores. No Brasil esse índice alcança a média de 60% a 70%. Estudos apontam que ela esteja associada a gastrites, úlcera duodenal, úlcera gástrica, linfoma e carcinoma gástrico, além de outras associações.

A transmissão se dá principalmente de pessoa para pessoa, por meio de exposição fecal-oral, gastro-oral ou oral-oral. O diagnóstico pode se basear em testes laboratoriais e em testes realizados durante a endoscopia. A erradicação da infecção é trabalhosa e requer o uso de antibióticos associados a agentes que reduzem a acidez estomacal.

A reinfecção de pacientes que erradicaram de forma efetiva a H. pylori não é comum. As recorrências geralmente ocorrem devido a um tratamento incompleto. A reinfecção é mais comum em crianças, provavelmente devido a questões de higiene e pelo sistema imunológico ainda não bem fortalecido.

Tendo em vista a importância do diagnóstico e da eficiente erradicação da infecção por H. pylori, reforça-se o conceito de que a automedicação deve ser evitada. Muitas vezes um problema que parece simples, pode na verdade se agravar e gerar incômodos futuros. Reforça-se também a idéia de uma correta e eficiente orientação quanto à patologia apresentada e a terapêutica envolvida, para que ao haver entendimento, o comprometimento por parte do paciente leve a resultados satisfatórios e a uma qualidade de vida elevada.

Mariana Kist Pompermaier (Farmacêutica – CRF/PR: 24332)

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