O Papel do farmacêutico no cuidado da sua saúde!  Ansiedade!
Acervo Pessoal

Preocupação exacerbada em relação a questões do cotidiano, controversa aos riscos inerentes, mas que causam incapacidade, por um período longo que atinja até 6 meses, é o que define o transtorno de ansiedade generalizada.

 

Sintomas como inquietação, nervosismo, irritabilidade, fadiga excessiva, dificuldade de concentração, tensão muscular, alterações do sono, bem como aumento da sudorese, taquicardia, vertigem e transtornos epigástricos são comuns a esses pacientes. É sabido que essa condição causa extenso sofrimento e dificuldade de relacionamento social nos indivíduos acometidos.

Constantes estudos são feitos a fim de esclarecer as causas desse mal. O acúmulo de agentes causadores de pequenos estresses diários, como traumas físicos e emocionais tendem a influenciar no desenvolvimento do transtorno de ansiedade. Estudos biológicos focam no envolvimento de neurotransmissores, alterações neuro-hormonais, fatores genéticos, cromossômicos, bem como perturbações do sono, como desencadeadores de respostas anormais a situações de estresse. Foram identificados também alterações no fluxo sanguíneo cerebral em conseqüência ao estresse, aumento de atividade metabólica e hipervigilância.

É importante a investigação dos sintomas para um diagnóstico precoce. Este é baseado na análise do histórico familiar, níveis atuais de estresse, uso de medicamentos, ou substâncias que possam vir a desencadear os sintomas da ansiedade. Tendo um diagnóstico adequado parte-se para o tratamento que tem como objetivo principal atenuar o quadro clínico e eliminar a incapacidade.

Considera-se a terapia medicamentosa a primeira opção na linha de tratamento para o transtorno de ansiedade generalizada. Contudo, quando os medicamentos não são tolerados ou aceitos pelo paciente, a terapia cognitivo-comportamental e a terapia cognitiva é que são apontadas como de primeira linha. Em crianças este deve ser experimentado antes do tratamento medicamentoso e em gestantes independente da intervenção farmacológica, a terapia alternativa é sempre considerada uma boa escolha. O tratamento baseia-se na gravidade com que os sintomas se apresentam, no perfil de abuso de substâncias, nos efeitos adversos apresentados pelo paciente, e também respeitando a preferência do mesmo.

Além da terapia medicamentosa e da psicoterapia, várias terapias alternativas tem se mostrado eficientes no controle dos sintomas de ansiedade. Treinamentos de meditação, relaxamento, educação do sono, hábitos de leitura, bem como atividades físicas regulares. Os benefícios do tratamento começam a ser observados entre 6 a 8 semanas e quando se mostram eficazes e satisfatórios ao paciente, devem ser continuados por pelo menos 2 anos sem alteração. Sendo considerada uma doença crônica, a ansiedade deve ser monitorada por profissionais de saúde durante todo o período que durar o tratamento, a fim de garantir um benefício continuado e assegurar a qualidade de vida dos pacientes.

Mariana Kist Pompermaier (Farmacêutica – CRF-PR: 24332)

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