O Papel do farmacêutico no cuidado da sua saúde! : Insuficiência Venosa Crônica (Varizes dos membros inferiores)!
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As veias permanentemente dilatadas recebem o nome de varizes, que por sua vez são bem conhecidas, pois afetam um número significativo de pessoas.

Elas constituem a etapa de uma patologia muito mais complexa, intitulada Insuficiência Venosa Crônica. Estudos internacionais apontam que em média 20 a 33% das mulheres e 10 a 20% dos homens apresentam algum grau dessa doença ao longo da vida.

Devido ao seu caráter evolutivo e crônico, cerca de 3 a 11% dos pacientes que apresentam varizes, evoluem para estágios onde os danos são irreversíveis. Nestes observa-se escurecimento, ressecamento e descamação de pele, acompanhado de dor, queimação e inchaço, podendo culminar na abertura de feridas, que demoram longos períodos para cicatrizar.

No outro extremo da Doença Venosa Crônica estão os pequenos vasos que aparecem na superfície da pele, denominados telangiectasias, e tem, ao menos no início, um apelo mais estético, mas podem causar com o passar do tempo desconforto e dor local.

Apesar de exaustivamente estudado, ainda não há um consenso sobre a origem das varizes, o que se sabe é a existência de fatores de risco para o desenvolvimento e piora do quadro. Dentre estes pode-se citar, histórico familiar, excesso de peso, sedentarismo, uso de hormônios, múltiplas gestações, longos períodos na mesma postura, em pé, ou sentado, tabagismo, entre outros.

As varizes são geralmente identificadas pelo aspecto visual e sintomas apresentados. Atualmente o exame mais utilizado para o diagnóstico é a ultrassonografia com Doppler do sistema venoso de membros inferiores. Este é indolor, de execução simples e fornece dados importantes como calibre das veias, seu fluxo e refluxo, presença recente ou antiga de trombose, além de pontos de compressão. Outros exames que podem ser solicitados, dependendo do quadro clínico do paciente são, tomografia, ressonância magnética nuclear, ultrassonografia endovascular e flebografia.

A escolha do tratamento varia basicamente de acordo com a condição clínica do paciente, a localização e extensão das varizes. A única maneira de eliminação consiste na intervenção cirúrgica e escleroterapia (secagem das veias). Métodos conservadores como o uso de meias elásticas e medicamentos flebotônicos são indicados para aliviar os sintomas e retardar o reaparecimento dos vasos após procedimento invasivo.

O processo de formação de varizes é contínuo, sendo assim, é comum que reapareçam no decorrer do tempo, mesmo após um tratamento bem sucedido. Por isso as avaliações periódicas são recomendadas, pois quanto mais cedo o tratamento for iniciado, menores serão os riscos de complicações, além da obtenção de um resultado mais eficaz. Deve-se também buscar orientações a fim de diminuir ou cessar fatores de risco,de modo que o tratamento, bem como a manutenção do mesmo sejam duradouros e a qualidade de vida do paciente seja preservada.

Mariana Kist Pompermaier (Farmacêutica – CRF-PR: 24332)

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