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"O impeachment é o caminho para salvar o Brasil", diz Rossoni
Assessoria

O deputado federal Valdir Rossoni (PSDB-PR) disse que a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, de aceitar o pedido de Impeachment de Dilma Rousseff abre o caminho para colocar o Brasil numa uma realidade que não pode ser mais adiada.

“A presidente não tem mais condições de governar o País. Perdeu a credibilidade, perdeu apoio no Congresso, seu governo está afundado em corrupção e, além de tudo, quebrou o Brasil”, disse o deputado.
Para ele, cada dia a mais de governo Dilma equivale a um mês de atraso para o país. “Nós não podemos continuar nesse caos! Precisamos dar esperanças para o povo. Agora é hora de recebermos apoio dos brasileiros para, no dia da votação para a abertura do processo de afastamento dela, garantirmos o fim deste governo e do PT no poder do Brasil”, afirmou o deputado.

A reação dos petistas afirmando que o que ocorreu hoje é golpe foi ironizada pelo parlamentar. “Eles repetem isso há muito tempo para encobrir o verdadeiro golpe que deram – o de iludir todo o povo brasileiro para abrir um buraco onde só se vê incompetência, falcatruas e o sofrimento geral da nação.”

Rito

Cunha aceitou o pedido apresentado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal em outubro, que se baseia em crime de responsabilidade contra a lei orçamentária. O pedido tem o apoio da oposição.

Nesta quinta, Cunha deve determinar a criação da comissão especial que vai analisar a denúncia e receber a defesa da presidente, que será notificada. Dilma terá 10 sessões para presentar a sua defesa.

Após a indicação, a comissão especial será eleita no Plenário da Casa. A partir do recebimento da defesa da presidente, a comissão especial terá cinco sessões do Plenário para votar o parecer, que pode ser pelo recebimento ou não da denúncia. O parecer aprovado será submetido ao Plenário, a quem cabe a palavra final sobre a abertura de processo contra a presidente da República. A votação ocorrerá 48 horas após a publicação do parecer da comissão especial.

Para que a Câmara autorize a abertura de impeachment contra Dilma, são precisos os votos de 342 deputados (ou 2/3 da Casa), em votação nomimal. A partir daí, o Senado faria o julgamento da presidente.

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