79% dos jovens com até 17 anos já provaram álcool, informa conselheiro da AMP no Conesd

O representante da AMP (Associação dos Municípios do Paraná) no Conesd (Conselho Estadual de Políticas sobre Drogas) e secretário Antidrogas da Prefeitura de Cascavel, Eugenio Rozetti Filho, o Geninho, está desenvolvendo um trabalho intenso em defesa da causa em todo o Estado.

Somente no ano passado, cerca de 1,4 mil pessoas procuraram o representante a AMP no Conesd para pedir informações, auxílio ou conselhos em relação às drogas. Ele teve seu nome chancelado pela diretoria da entidade, comandada pelo prefeito de Assis Chateaubriand, Marcel Micheletto.

Geninho explica que o maior problema, entre as drogas, é o álcool. Para agravar o quadro, o consumo de bebidas alcoólicas cresceu entre os jovens, sobretudo as mulheres. Pesquisa divulgada por Geninho aponta que, dos jovens com idade entre 12 e 17 anos, 79% já experimentaram álcool e 49% usaram outras drogas (maconha, crack, etc), 29% farão uso regular da maconha e 9,5% farão uso de cocaína e de crack.

Providências

Nas últimas semanas, Geninho denunciou ao Conesd e enviou pedido de providências, à Procuradoria Geral da República, sobre o problema do alcoolismo entre os índios caingangues que vivem na região entre os municípios de Nova Laranjeiras e Quedas do Iguaçu, na região do Cantuquiriguaçu.

Por causa do consumo de álcool, muitos índios estão sendo atropelados, mortos e têm causado graves acidentes na região, especialmente no trevo que dá acesso à Quedas do Iguaçu, na PR-473. "Muitos índios que sofrem problemas de alcoolismo bebem na cidade e depois se acidentam, quando transitam pela rodovia. O redutor de velocidade que existe ali não resolveu o problema. Calculo que, nos últimos anos, 40 índios tenham morrido na região por causa deste problema”, comentou.

Álcool lidera problemas

"O álcool causa muitas tragédias. O que complica tudo é que as pessoas só procuram ajuda quando estão na última fase do vício. Outro problema é o consumo cruzado, quando a pessoa consome crack e maconha também”, diz o representante da AMP no Conesd.

O problema também cresce entre as mulheres. 29% delas, nesta faixa etária, fazem uso regular da maconha e 9,5 de crack e cocaína. De 2005 até o ano passado, ainda de acordo com a pesquisa, o consumo do álcool entre os jovens cresceu 14,5% e, entre as jovens, 35,5%. "O agravante é que a mulher tem um sistema enzimático mais eficiente que homem e são mais resistentes. Provavelmente, no futuro, teremos mais mulheres alcoólatras que homens”, diz.

Ações pelo Brasil

Geninho percorreu o Paraná e alguns Estados brasileiros discutindo o problema das drogas. Em novembro e em janeiro, ele esteve em Coronel Vivida para proferir palestra sobre o tema para professores de escolas públicas. Neste mês de fevereiro, esteve em Caarapó (Mato Grosso) para conversar com líderes do movimento Alcoólicos Anônimos. Ele também proferiu palestras em Cascavel e em várias cidades do Estado. Ainda em Cascavel, Neumann instalou, ao lado da presidente do Conesd Paraná, Rosane Neumann, o comitê regional da entidade.

Ele também tem desenvolvido um trabalho forte na área em Cascavel, onde implantou o projeto SIM – PR. Trata-se de um centro de tratamento para dependentes de álcool e drogas que funciona, desde fevereiro do ano passado, em um espaço de 33 mil metros adquirido pelo município. 70% do projeto é custeado pelo Governo Federal e 30% pelo Estadual. A prefeitura também aderiu ao programa "Crack – É possível vencer”, do Ministério da Justiça, que está em fase de implantação. "Nós atendemos exclusivamente dependentes químicos e seus familiares, focando fortemente na prevenção e recuperação”, explica.

Assessoria de Comunicação da AMP

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