×

Mensagem

fsockopen(): unable to connect to ssl://query.yahooapis.com:443 (php_network_getaddresses: getaddrinfo failed: No address associated with hostname)
Paraná é destaque na região Sul em avanços na carreira dos professores
Assessoria

Os avanços da carreira dos profissionais da educação nos últimos anos tornou o Paraná o melhor Estado da região Sul para o exercício da profissão.

A afirmação é de por professores dos estados vizinhos que atuam na rede paranaense de ensino através do sistema de permuta, no qual profissionais concursados em outros estados podem assumir a mesma função no estado de sua escolha. Entre os principais atrativos está a hora-atividade, o plano de carreira, o salário e a estrutura.

Nos últimos cinco anos, o magistério paranaense teve avanços históricos, como reajuste salarial de 82% e a ampliação da hora-atividade em 75%, o que garante mais tempo para a preparação de aulas e correções de trabalhos e provas. “São conquistas históricas importantes para o magistério, que mostram a valorização da categoria pelo Governo do Estado, mesmo nesse momento financeiro difícil pelo qual o País passa. Enquanto outros estados parcelam os pagamentos, no Paraná nós aumentamos os rendimentos e pagamos em dia”, comparou a secretária de Estado da Educação, professora Ana Seres.

São essas conquistas históricas que tornam o Paraná referência para o exercício da profissão. A professora de Língua Portuguesa Izabel Regina Bastos, natural de Frederico Westphalen, no Rio Grande do Sul, mudou para o Paraná em 2010. Izabel acompanhou de perto os benefícios obtidos pelo magistério paranaense nos últimos anos. “Aqui é melhor para trabalhar porque tem mais e melhores oportunidades. O salário é melhor, a infraestrutura, a merenda é melhor”, disse.

HORA-ATIVIDADE
Segundo Izabel, uma das principais vantagens do docente paranaense, em relação ao estado gaúcho, é a hora-atividade, tempo reservado para correção de provas e elaboração de trabalho. “A estrutura aqui no Paraná para o professor é melhor. Financeiramente ele ganha mais e tem a hora-atividade. Lá no Rio Grande do Sul, os professores não têm esse benefício. Aqui você tem a hora-atividade na escola com tempo para preparar e organizar as aulas, lá é no final de semana, em casa”, contou Izabel.

Em cinco anos, a hora-atividade no Paraná teve aumento de 75%. Para o profissional que trabalha 40 horas semanais são destinadas 14 horas para preparar aulas, corrigir provas e se dedicar a outras atividades que refletem na qualidade do ensino e da aprendizagem dos estudantes. Ou seja, o professor passa 26 horas por semana em sala de aula. A legislação nacional determina que um terço da jornada de trabalho deve ser destinado à hora-atividade.

Nos últimos anos os professores do Paraná receberam 82% de reajuste salarial. Em 2010, os docentes paranaenses em início de carreira, com 40 horas semanais, recebiam R$ 2 mil (salário mais auxílio-transporte). Hoje, o mesmo profissional recebe remuneração de R$ 3,6 mil, com auxílio- transporte. Ao final da carreira o salário do professor paranaense pode chegar a aproximadamente R$ 15 mil, somando todos os benefícios da carreira.

O salário, pago em dia aos profissionais paranaenses, está na frente dos estados vizinhos. No Paraná, o professor em início de carreira recebe R$ 2,7 mil para 40 horas semanais. Já o estado gaúcho paga R$ 2,1 mil para a mesma jornada. “Pelo ponto de vista salarial e pelo Plano de Carreira, o Paraná é melhor para trabalhar. Amo meu estado, mas para trabalhar o Paraná está na frente”, disse a professora de Educação Física Isolete Maria Turnes, natural de Santo Amaro da Imperatriz,

MAIS BENEFÍCIOS
Ao ingressar no funcionalismo público estadual, os professores possuem um plano de carreira estabelecido por lei que prevê avanços promocionais, gratificações e ganhos salariais para a categoria. O Plano de Carreira paranaense oferece aos profissionais da educação avanços através da promoção e progressão.

A promoção corresponde à formação acadêmica do docente, que avança no Plano de Carreira mediante apresentação de cursos de especialização, mestrado, doutorado ou Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE). Já pela progressão, o profissional evolui na carreira através da avaliação de desempenho e participação em atividade de formação ou qualificação profissional.

Os profissionais da educação têm outros benefícios e ganhos salariais através dos sistemas de quinquênio e anuênio. Pelo quinquênio, os professores, como os demais servidores públicos, recebem 5% de acréscimo salarial a cada cinco anos. Pelo sistema de anuênio, as professoras, ao completar 26 anos de carreira, têm direito a outros 5% até atingir 30 anos de magistério. Já os homens, passam a ter o direito após 31 anos e recebem o benefício até 36 anos de carreira. O benefício é anual. A cada cinco anos os professores também têm direito a noventa dias de recesso remunerado através da licença prêmio.

Os profissionais recebem ainda 24% de auxílio-transporte, inclusive em período de férias e licença médica. Os docentes que atuam no período noturno recebem 20% de gratificação. Para quem exerce cargo de direção são 50% a mais na folha salarial. O professor que atua na educação prisional recebe 143% de gratificação salarial. Para licença-maternidade as docentes têm direito a seis meses de afastamento.


Secretária da Educação recebe sindicato dos professores

A secretária de Estado da Educação, professora Ana Seres, recebeu a direção do sindicato dos professores na terça-feira (26), para mais uma rodada de reuniões sobre a pauta de reivindicações da categoria. A secretária reiterou que o pagamento das promoções progressões depende de estudos, pois no momento não há excedente de receita para isso.

As demais demandas da categoria foram atendidas, com a nomeação, nesta semana, de mais 296 professores concursados, o que totaliza 18 mil novos educadores desde 2011. Se somados os funcionários da educação que ingressaram no Estado nesse mesmo período, o total chega a 23 mil pessoas.

“Também abrimos este ano a turma do PDE, o Programa de Desenvolvimento Educacional, e foi feito o pagamento do reajuste, com o depósito de 3,45% em outubro do ano passado e de 10,67% em janeiro”, lembrou a secretária.

MERENDA
O encontro tratou de outras questões, como a merenda. A secretária esclareceu que como os contratos com a agricultura familiar encerraram-se este ano e algumas unidades (como as escolas de tempo integral, agrícolas e florestal) utilizam mais alimentos que as escolas convencionais, a Secretaria da Educação liberou cota extra de recursos a essas unidades, para evitar a falta de produtos e dificuldades na composição de cardápios. A segunda remessa de alimentos deste ano começou a ser entregue esta semana às escolas.

Participaram da reunião, pelo sindicato, o presidente Hermes Leão, as integrantes da direção Walquíria Mazeto, Nadia Brixner, o economista Cid Cordeiro. Também participaram o diretor-geral da Secretaria da Educação, Edmundo da Veiga; a superintendente de Educação, Fabiana Campos; a chefe do Grupo de Recursos Humanos Setorial, Graziele Andriola, além de representantes dos departamentos jurídico e de orçamento da Secretaria.

Na segunda-feira (25), representantes da direção do sindicato já havia se reunido com a equipe técnica da Fazenda, quando foram abordadas as finanças do Estado.

Ler 1179 vezes

Itens relacionados (por marcador)

Entre para postar comentários
Top