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Argentina se vinga do Chile com Di María decisivo e emotivo
Divulgação

A Argentina não precisou de Lionel Messi para se vingar da derrota nos pênaltis para o Chile na final da última Copa América, nesta segunda-feira, na cidade norte-americana de Santa Clara.

Com o seu grande astro contundido, a equipe comandada por Gerardo Martino contou com gols de Di María e Banega no segundo tempo para estrear na edição centenária do torneio continental com uma vitória por 2 a 1. Fuenzalida descontou nos acréscimos.

Na comemoração de seu gol, Di María, do PSG, ficou emocionado ao homenagear sua avó, falecida na própria segunda-feira.
O resultado manteve a invencibilidade da Argentina diante do Chile em compromissos de Copa América, agora com 19 vitórias e sete empates, e ainda levou a grande rival do Brasil à liderança do grupo D, somando os mesmos 3 pontos do Panamá (que, mais cedo, derrotou a Bolívia por 2 a 1).

As duas seleções voltarão a entrar em ação na sexta-feira. Enquanto a Argentina fará o duelo da ponta da tabela com o Panamá em Chicago, Chile e Bolívia tentarão pontuar pela primeira vez em Foxborough.

O jogo – A Argentina entrou em campo disposta a mostrar que não sentia a ausência do principal jogador do mundo. À beira do campo, Messi viu a sua seleção assustar o Chile logo no primeiro ataque, em que Gaitán completou um cruzamento de Di María com a cabeça e acertou o travessão.

O Chile não se abateu. Após cantar boa parte do seu hino à capela com os torcedores, quando a organização da Copa América já dava como encerrado o protocolo que antecedeu a partida, o time comandado por Juan Antonio Pizzi mostrou disposição para responder à Argentina à altura.


Com troca de passes constante e muita movimentação do individualista Alexis Sánchez, os chilenos passaram a incomodar a marcação adversária. A Argentina adotava o mesmo estilo, contando com as arrancadas de Di María para fazer a defesa oponente trabalhar.

Em um jogo aberto, as melhores chances ainda eram argentinas. Higuaín quase abriu o placar em lance tramado por Di María e Banega, concluindo de primeira da entrada da área depois de cruzamento rasteiro da esquerda, mas para fora. Já Rojo cabeceou muito perto da meta ao subir mais alto do que a zaga em uma cobrança de escanteio.

Do final do primeiro tempo ao início do segundo, o Chile se soltou um pouco mais. Só não contava com um erro de saída de bola de Aránguiz, aos cinco minutos da etapa final. Banega fez o desarme e enfiou para Di María, que mandou para a rede do lado esquerdo da área e homenageou, com uma camiseta, a avó falecida.

A situação pioraria para o Chile. Mena, lateral esquerdo do São Paulo, acusou uma lesão muscular na parte posterior da coxa direita e precisou ser substituído por Orellana. Apesar da baixa, Pizzi adiantou os seus jogadores para pressionar a Argentina em busca do empate.

A postura ofensiva do Chile ofereceu mais espaços para o time de Tata Martino. Aos 13 minutos, a Argentina contra-atacou em velocidade, e Di María inverteu os papéis com Baneda, passando a bola para o companheiro na ponta esquerda. O atleta do espanhol Sevilla conferiu.

A desvantagem de dois gols no marcador desestabilizou o Chile, que ainda tentou esboçar uma reação com Pinilla e Fuenzalida nas vagas de Vargas e Aránguiz. Satisfeita com o resultado, a Argentina trocou Di María e Gaitán por Lamela e Kranevitter enquanto só esperava o apito final em Santa Clara. Nas arquibancadas, a torcida gritava por Messi.

E ainda houve tempo para os chilenos ao menos celebrarem um gol. Aos 48 minutos, Fuenzalida cabeceou em um levantamento na área de cobrança de falta e tirou proveito da saída ruim do goleiro Romero para descontar.

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