O Papel do farmacêutico no cuidado da sua saúde! Rinofaringite aguda
Acervo Pessoal

Trata-se de uma doença infecciosa das vias aéreas superiores, causada na maioria dos casos por agentes virais e que corresponde a um dos quadros mais comuns de afecção infantil.

Coronavírus, parainfluenza, rinovírus, adenovírus estão entre os mais comuns nas infecções agudas. Por vezes o processo inflamatório da mucosa nasal pode provocar acumulo de secreções, permitindo assim a instalação de infecção bacteriana secundária ou evoluir para uma infecção de vias aéreas inferiores.

A transmissão se dá por meio de gotículas produzidas pela tosse e espirros, ou pelo contato de mãos contaminadas com a via aérea. O contágio acontece principalmente em comunidades fechadas e semi-fechadas, como domicílio, creches, escolas e outras coletividades. O período de incubação varia de dois a cinco dias e o período de contágio, desde algumas horas antes, até dois dias após o início dos sintomas.

A rinofaringite geralmente tem inicio com coriza, obstrução nasal, espirros, dor de garganta, tosse e com ou sem presença de febre em intensidade variável. Determinados tipos de vírus podem também causar diarréia. Alterações inespecíficas leves da membrana timpânica podem estar associadas a infecções de etiologia viral. O diagnóstico é essencialmente clínico. O surgimento de quadros de infecções agudas das vias aéreas superiores de repetição, com sintomas quase que permanentes nos períodos de inverno e primavera, deve gerar suspeita da existência de quadro alérgico.

O tratamento consiste em repouso, hidratação, umidificação do ambiente, controle dos sintomas, como febre e congestão nasal, e em caso de infecção secundária por bactéria, faz-se necessário o uso de medicação específica. De modo geral é uma doença autolimitada, dentro de cinco a sete dias há melhora significativa do prognóstico.

A melhor medida é sempre a preventiva, com higienização de mãos, manutenção de uma dieta equilibrada a fim de manter o organismo fortalecido, ingestão adequada de água e a vacinação para evitar agravos devido a debilidade provocada ao organismo. É importante salientar os benefícios de se procurar sempre um profissional de saúde ao surgimento de qualquer sintoma, pois a automedicação nunca é a melhor solução. Com orientação correta e medicação adequada previne-se as complicações e retoma-se a qualidade de vida com maior rapidez.

Mariana Kist Pompermaier (Farmacêutica - CRF/PR: 24332)

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