Como Jordan: Messi sai do banco, faz três e garante goleada da Argentina
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Uma breve passagem aos anos 90 para uma história. O Chicago Bulls enfrentava um adversário debilitado na NBA.

Vencia sem muito esforço na ausência de sua maior estrela, Michael Jordan, vindo de um pequeno período de inatividade. A torcida não se saciava e gritava pelo seu nome sempre que podia. Ele tirou o casaco e foi para o jogo. Como uma exibição, enterrou, fez uma cesta de três e outra de dois da zona morta em seus primeiros lances. Levou o público ao delírio e garantiu o show de quem havia pago caro pelo ingresso.

Chicago, 10 de junho de 2016: em respeito ao maior jogador de basquete de todos os tempos, Messi colocou o sorriso no rosto de cada alma presente, lembrou ao povo da cidade o quão bom é ter um ídolo para reverenciar. Em meia hora, o melhor do mundo no "soccer" não tomou conhecimento de um Panamá com dez jogadores, anotou um hat-trick e ajudou a Argentina a praticamente garantir o primeiro lugar no Grupo D da Copa América com a goleada por 5 a 0 - Otamendi e Agüero completaram o placar.


PRIMEIRO TEMPO
Um gol logo aos seis minutos tranquilizou a Argentina - e talvez tenha até feito mal ao jogo. Di María cobrou falta na cabeça de Otamendi, que escorou para abrir o placar em Chicago. Dali em diante, a seleção não conseguiu se impor e sofreu principalmente na saída de bola, com Augusto em Mascherano em noite pouco produtiva. Quando o Panamá ia gostando do jogo, Godoy foi expulso, aos 30 - merecidamente, diga-se. Estaria tudo bem se Di María não se lesionasse no fim, sozinho. Pelo andamento da competição, é uma enorme preocupação para os hermanos.

SEGUNDO TEMPO
Faltava um quê a mais. A Argentina se arrastava sem muita inspiração, parecia satisfeita com o andar da carruagem. Martino esperou alguns minutos e chamou Messi. Se o camisa 10 já levou o público ao delírio só ao tirar o colete, imagine qual foi a reação ao hat-trick que faria na sequência. Primeiro, aproveitou uma saída de bola errada do Panamá – e a assistência sem querer de Higuaín para colocar no canto de Penedo. Depois, em falta perfeita por cima da barreira, o segundo. O terceiro veio também em vacilo dos panamenhos – ele ainda driblou Baloy antes de completar. Agüero, no apagar das luzes, também deixou o dele.

LÍDER, SIM SENHOR
Messi aparenta uma timidez que some por completo quando pega na bola. As palavras de Maradona, que afirmou nesta semana não ver em Lionel um líder, parecem tê-lo impulsionado. Entrou, assumiu a braçadeira de capitão no lugar de Mascherano e rapidamente transformou o jogo em torno dele. Os gols saíram com naturalidade e colocaram a Argentina praticamente com o primeiro lugar no Grupo D – só perde o posto se cair para a já eliminada Bolívia e o Chile derrotar o Panamá e ainda conseguir tirar uma diferença de saldo que hoje é de seis gols. De quebra, o camisa 10 empatou com Philippe Coutinho na artilharia da competição, cada um com três gols.

CASA CHEIA
Exatas 53.885 pessoas assistiram à goleada argentina no Soldier Field, em Chicago. Na estreia, a expectativa por Messi em campo levou mais de 69 mil pessoas a Santa Clara, na Califórnia. A próxima parada é Seattle, terça-feira, contra a Bolívia. Podem esperar outro excelente público, afinal, não é sempre que o dono de cinco Bolas de Ouro faz uma visitinha ao país…


ÍDOLO E FÃ
Logo após o apito final, alguns torcedores tentaram chegar mais perto do craque da partida em Chicago. Apesar de a segurança ter marcado firme, um garotinho com a camisa do Barcelona conseguiu arrancar um abraço do astro argentino.

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