Maior parte dos chamados ao Samu 192 partem de domicílios
Assessoria

De janeiro a maio, Samu 192 Sudoeste do PR recebeu quase 24 mil chamados, sendo mais de 21 mil originado de residências

Quem vê as ambulâncias do Samu 192 Sudoeste do Paraná circulando pelas ruas imagina que a maior parte dos chamados aconteça nas vias públicas, mas não. A tabulação de ocorrências do Samu 192 Sudoeste do Paraná segundo a origem indica que parte mesmo de casa a maior parte dos pedidos de emergência.

De janeiro a maio, o Samu 192 recebeu no total 23.747 ocorrências partindo dos 42 municípios sudoestinos. Destes, a maior parte representa a origem de Domicílio: 21.871 casos.

É necessário todo um cuidado para atender as pessoas em casa, pois se convive com o limite entre a necessidade e a possibilidade de salvar uma vida, com a intimidade de uma família. Muitas vezes o acesso é difícil, com as pranchas e mochilas sendo carregadas escada acima ou morro abaixo; mas ainda o ponto mais crucial é o nervosismo do familiar presente. O samuzeiro precisa agir rápido, necessita de informações da família para dar um atendimento mais profícuo, mas também precisa de espaço e de paciência para agir.

O que acontece muito quando uma ambulância vai a alguma residência é um fato ainda não compreendido por todos: ao acolher o paciente, dentro da ambulância, a equipe samuzeira realiza uma série de procedimentos estacionada em frente à casa mesmo, como realização de acesso venoso, verificação dos sinais vitais, administração de oxigênio ou de medicação para hipoglicemia, por exemplo, e comunicação deste quadro, via rádio comunicação ou celular, à Central de Regulação, para o médico regulador decidir o melhor destino, conforme a gravidade do paciente.

Por se tratar de uma unidade de saúde móvel e dispor de médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e condutor socorrista no local, uma vez dentro da ambulância o paciente tem todo o suporte, muitas vezes até mais bem equipado, do que teria num pronto atendimento ou até hospital.

Mas alguns populares, por incompreender este sistema de trabalho, às vezes batem no casco da ambulância com ordens do tipo: “anda, vai logo”, o que deve ser contornado psicologicamente pelos profissionais para continuar desempenhando o atendimento sem prejuízos à vítima. Neste quesito, pede-se compreensão de amigos e familiares da vítima, que se está com os samuzeiros, já está sendo atendida.

Já houve casos extremos em que o Samuzeiro foi agredido nesta fase do atendimento. Quando na verdade, tudo isto são os primeiros passos que seriam aplicados no hospital. Com a vinda do Samu, houve o adiantamento dos passos pré-hospitalares, ganhando vida na abordagem do paciente, para deixar de perder um tempo mais agravado no hospital, minutos estes que muitas vezes a vítima não tem.

Ranking
O segundo maior local de acionamento do Samu são as próprias Unidades de Saúde, com 799 chamados, como em casos em que o paciente vai direto ao Pronto Atendimento e os profissionais do município percebem a necessidade de uma transferência ou de um reforço de atendimento. Leia um caso assim aqui http://bit.ly/Samupa

Só após esses dois locais é que aparecem as vias públicas nas estatísticas de 2016, com 618 pedidos de emergência de janeiro a maio de 2016. Aqui entram os acionamentos em ruas da zona urbana; as rodovias, contudo, figuram em quarto lugar, com 185 chamados; seguido em quinto lugar pelos acionamentos em zona rural, com 109 chamados em cinco meses. Gradativamente, conforme o esclarecimento da população rural, estão acionando mais o Samu 192, em especial em casos de acidentes com máquinas agrícolas.

Em sexto vem as emergências em ambiente escolar, com 79 chamados nos cinco primeiros meses de 2016; em sétimo, as emergências em ambiente de trabalho, com 73 casos; em oitavo, os chamados eventos de massa, que teve sete acionamentos sazonais; e em 9º, os ambientes de lazer, com cinco chamados.

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