Mito ou verdade: 'Viajar com vidro aberto e ar desligado economiza combustível'
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Muita gente acredita que, desligando o ar-condicionado e abrindo os vidros, vai conseguir diminuir significativamente consumo de combustível do carro, que é mais alto na estrada.

Porém, viajar em velocidade superior a 70 km/h com os vidros abertos é derrubar anos de desenvolvimento de carroceria: o coeficiente de atrito (Cx) aumenta muito nessa situação e, consequentemente, o consumo também cresce.

Quanto melhor for a aerodinâmica do carro (Cx baixo), maior será o consumo de combustível caso os vidros estejam abertos. Explicando melhor: se você tiver dois veículos a 100 km/h, um sedã (baixo Cx) e um SUV (alto Cx), o sedã consumirá 20% a mais com os vidros abertos e o SUV vai "beber" apenas 8% a mais.

Uma dica bacana, para quem possui a função consumo instantâneo no computador de bordo do carro, é fazer a experiência na estrada. Mantenha a velocidade a 100km/h e verifique o consumo instantâneo com o ar desligado. Depois abaixe os vidros, mantendo a mesma velocidade, e verifique novamente o consumo instantâneo. Este teste dará uma ideia de quanto a aerodinâmica do seu carro representa no consumo de combustível.

O ar é sempre um vilão?

O ar-condicionado ligado consome entre 10% e 20% de combustível. Esse consumo varia de acordo com a frequência em que o compressor fique ligado. Para dias mais quentes e trânsito lento, o consumo será maior. Para ter mais exatidão, você pode fazer o mesmo teste acima, com ar ligado e depois desligado, mas com vidros fechados.

Nos carros mais antigos, abaixo dos anos 2000, o ar exige maior esforço do motor e, consequentemente, o consumo de combustível será maior.

Então, é mito ou verdade? A resposta é: em termos. De maneira geral, podemos dizer que, acima de 70 km/h, o melhor é usar vidro fechado e ar ligado, por causa da aerodinâmica e também do conforto. Abaixo desta velocidade, desligar o ar e rodar com os vidros abertos pode surtir mais efeito na economia de combustível.

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    Da assessoria

    Todas as rodovias estaduais da região Sudoeste estão incluídas em um pacote de obras para conservação da malha viária anunciado pelo governo do Estado em abril. As licitações devem ser realizadas nas próximas semanas e os contratos passam a valer a partir do segundo semestre. São mais de 1.200 km contemplados somente na região e dois tipos de serviços: o Cremep, que consiste na retirada da camada danificada de asfalto e colocação de uma nova, e o Cop, que é um serviço mais básico.

    O pacote prevê investimentos de até R$ 314 milhões em três anos, mas segundo o presidente da Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop), Frank Schiavini, a medida somente ameniza as condições de tráfego e não amplia as melhorias nas rodovias. “Nós entendemos que esse valor que o Estado pretende investir é expressivo, mas pelas condições atuais das rodovias deveria ser maior; o Sudoeste precisaria de mais atenção neste ponto, tanto do Estado quanto da União, porque somos uma região que produz muito em termos de agropecuária e todo escoamento da produção e desenvolvimento da região depende de boas estradas”, afirma Schiavini.

    Em todo o Paraná, o programa de conservação de rodovias pretende investir cerca de R$ 3 bilhões. O dinheiro é utilizado somente na manutenção de estradas, como quando a via é danificada por chuvas ou excesso de tráfego, e não contempla ampliações, como a construção de trincheiras, trevos e terceiras faixas.

    Corredor Sudoeste

    A Amsop também acompanha o processo de concessão do chamado Corredor Sudoeste, trecho que liga Realeza (BR-163) a Palmas (BR-153). A preocupação da entidade é em buscar um modelo viável de concessão, que modernize a rodovia e mantenha tarifas de pedágio baixas. “A realidade é que esse trecho é muito violento, só em 2015 mais de 50 pessoas morreram nele, e isso precisa ser mudado. Se a privatização é o único caminho para tornar a rodovia mais segura e moderniza-la, que seja feito de forma responsável e acima de tudo sem tarifas que penalizem os usuários e motoristas do Sudoeste”, diz Frank.

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