Comunidade participa da administração escolar e define ações do Escola 1000
As melhorias na infraestrutura das escolas estaduais que serão viabilizadas pelo programa Escola 1000 foram definidas pela própria comunidade escolar, durante audiências públicas. Essa participação cada vez maior de estudantes, pais, professores e funcionários na administração das unidades é um dos pilares administrativos da Secretaria de Estado da Educação, previsto no programa Minha Escola Tem Ação (Meta) e replicado no Escola 1000. Hedeson Alves

As melhorias na infraestrutura das escolas estaduais que serão viabilizadas pelo programa Escola 1000 foram definidas pela própria comunidade escolar, durante audiências públicas.

Essa participação cada vez maior de estudantes, pais, professores e funcionários na administração das unidades é um dos pilares administrativos da Secretaria de Estado da Educação, previsto no programa Minha Escola Tem Ação (Meta) e replicado no Escola 1000.

Por meio do programa - que será lançado oficialmente em 27 de setembro pelo governador Beto Richa, no Palácio Iguaçu - mil escolas da rede estadual receberão, cada uma, R$ 100 mil para melhorias em infraestrutura. “Acreditamos que a escola poderá obter resultados pedagógicos cada vez melhores, se todos derem sua opinião e acompanharem o dia a dia da unidade, tanto nas questões de estrutura quanto de ensino. Sabemos que a escola é vital dentro de qualquer comunidade. Nesse sentido, a presença da família é fundamental”, disse a secretária de Estado da Educação, professora Ana Seres. “A partir de ideias simples podemos realizar grandes mudanças. O comprometimento de todos é o que realmente faz a diferença”, completa.

A secretária acrescenta que é por acreditar nisso que a Secretaria da Educação desenvolveu também o Prêmio de Gestão, que desde 2015 valoriza as melhores administrações escolares que contam com a participação da comunidade.

Os chefes dos Núcleos Regionais de Educação (NREs) estão empolgados com a iniciativa devido ao impacto positivo que o programa trará a toda comunidade do entorno das escolas. “No nosso Núcleo temos escolas contempladas que nunca receberam uma quantia tão grande de recursos. Isso nunca foi visto pela comunidade local. Vai mudar a vida da população”, contou Ângelo Marco Mortella, chefe do NRE da Área Metropolitana Norte. Segundo ele, as mais de 30 escolas da Região Metropolitana Norte receberão, ao todo, cerca de R$ 3,5 milhões em recursos do Escola 1000. “Já fui diretor de escola. Com as famílias participando, ela funciona melhor, sem dúvida alguma. O mais importante é que as melhorias nascem de debates e consenso, nada é imposto”, disse Ângelo.

No município de Almirante Tamandaré, a população compareceu em peso. A diretora do colégio Rosa Johnson, Lígia Aparecida Oliveira, conta que ficou muito satisfeita com a audiência pública. “Aqui, houve participação ativa e efetiva da comunidade. É uma parceria perfeita que refletirá em ações concretas, com vistas a melhorias na estrutura e qualidade do ensino”, disse a diretora. A comunidade escolar optou por melhorias no telhado e na quadra esportiva.

O professor Alci Romero, ex-diretor do Rosa Johnson, concorda com a colega e conta que o envolvimento da comunidade no dia a dia da escola vem sendo trabalhado há bastante tempo. “O resultado é esse, uma participação enorme”, comemorou ele.

DEMOCRACIA
No Interior do Paraná não é diferente. A população também se envolveu. O diretor Zelmir dos Santos Lodi, do Colégio Arnaldo Busato, em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Estado, avalia que a audiência publica é o melhor caminho para se chegar a um consenso. “É o correto, dentro da democracia, ouvir a população, os pais, o conselho escolar, professores, funcionários”, disse.

Em relação às obras do Escola 1000, a prioridade eleita na escola é a cobertura, com substituição de telhas e calhas. “Os pais aprovaram porque eles estão participando junto com a escola”, destacou o diretor. Também devem ser feitos reparos nas instalações elétricas e na cozinha da unidade, que precisa de novas bancadas.

Neuza Lorenze, mãe do aluno Airon Lorenze, 14 anos, matriculado no 2º ano do ensino médio do Colégio Arnaldo Busato, conta que o filho mais novo também se beneficiará das obras, em alguns anos. “Ele está nas séries iniciais, mas tem a vida escolar inteira pela frente para passar por esta escola. Todos gostam de estar em uma ambiente agradável”, disse a mãe.

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