Amsop quer prestar mais apoio a municípios sem abandonar os grandes projetos regionais
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A nova diretoria da Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop) quer reforçar a atuação da entidade junto às prefeituras da região em um momento em que muitos municípios lidam com a queda de arrecadação e despesas crescentes.

Um dos principais pontos defendidos pelo presidente Frank Schiavini é a prestação de auxílio técnico em questões legais e na intermediação de projetos junto aos governos federal e estadual.

“Muitos municípios passam por um momento delicado e enfrentam dificuldades financeiras e legais, por isso nós estamos melhorando a estrutura da Amsop para deixá-la mais próxima dos prefeitos”, afirmou Schiavini durante reunião da diretoria. Prefeitos de dez municípios participaram do encontro na Amsop, em que também se discutiu o corte de gastos na própria entidade e que prevê economia de R$ 100 mil ao longo do ano.

A utilização de máquinas das prefeituras para prestação de serviços em propriedades particulares é um exemplo de uma questão que muitos prefeitos estão enfrentando, com questionamentos do Ministério Público. Alguns municípios já regulamentaram este tipo de prestação de serviço criando programas em leis que estipulam os critérios e legalizam o serviço. “Este é um exemplo de uma questão em que a Amsop pode atuar para ajudar os municípios a estruturar uma legislação na área e fazer tudo de forma legal”, diz Frank.

Além disso, a diretoria da Amsop também quer dar continuidade aos grandes projetos regionais, como a implantação do aeroporto regional, a modernização do Corredor Sudoeste e as questões envolvendo o Centro Regional de Especialidades e Samu.

Participaram do encontro os prefeitos Moacir Fiamoncini, Nilson Feversani, Milton Andreolli, Raul Isotton, Jair Stange, Alvaro Scolaro, Jaimir Gomes, Paulo Horn, além dos ex-prefeitos Beto Arisi e José Kresteniuk, que farão a assessoria da entidade internamente e na região.

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    Da assessoria

    Todas as rodovias estaduais da região Sudoeste estão incluídas em um pacote de obras para conservação da malha viária anunciado pelo governo do Estado em abril. As licitações devem ser realizadas nas próximas semanas e os contratos passam a valer a partir do segundo semestre. São mais de 1.200 km contemplados somente na região e dois tipos de serviços: o Cremep, que consiste na retirada da camada danificada de asfalto e colocação de uma nova, e o Cop, que é um serviço mais básico.

    O pacote prevê investimentos de até R$ 314 milhões em três anos, mas segundo o presidente da Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop), Frank Schiavini, a medida somente ameniza as condições de tráfego e não amplia as melhorias nas rodovias. “Nós entendemos que esse valor que o Estado pretende investir é expressivo, mas pelas condições atuais das rodovias deveria ser maior; o Sudoeste precisaria de mais atenção neste ponto, tanto do Estado quanto da União, porque somos uma região que produz muito em termos de agropecuária e todo escoamento da produção e desenvolvimento da região depende de boas estradas”, afirma Schiavini.

    Em todo o Paraná, o programa de conservação de rodovias pretende investir cerca de R$ 3 bilhões. O dinheiro é utilizado somente na manutenção de estradas, como quando a via é danificada por chuvas ou excesso de tráfego, e não contempla ampliações, como a construção de trincheiras, trevos e terceiras faixas.

    Corredor Sudoeste

    A Amsop também acompanha o processo de concessão do chamado Corredor Sudoeste, trecho que liga Realeza (BR-163) a Palmas (BR-153). A preocupação da entidade é em buscar um modelo viável de concessão, que modernize a rodovia e mantenha tarifas de pedágio baixas. “A realidade é que esse trecho é muito violento, só em 2015 mais de 50 pessoas morreram nele, e isso precisa ser mudado. Se a privatização é o único caminho para tornar a rodovia mais segura e moderniza-la, que seja feito de forma responsável e acima de tudo sem tarifas que penalizem os usuários e motoristas do Sudoeste”, diz Frank.

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