A Grande Semana
Divulgação

Dom Edgar Ertl

A Semana Santa, ou “Semana Maior”, como também podemos chamá-la de “Grande Semana”, que inclui o Tríduo Pascal, objetiva acima de tudo recordar e celebrar o Mistério Pascal pela Paixão e a Ressurreição de Jesus,

desde sua entrada messiânica em Jerusalém, no chamado “Domingo de Ramos da Paixão do Senhor” ao Domingo Maior, a Páscoa do Senhor, a festa de nossa salvação. Vamos viver intensamente nesta Semana Santa a vida de Jesus de Nazaré, sua pessoa, mensagem e missão, e do seu momento culminante de morte e ressurreição.
No Domingo de Ramos a Igreja recordou a entrada do Cristo em Jerusalém para realizar o seu mistério pascal. Inicia-se com a bênção e a procissão dos ramos, com os quais saudamos Jesus Cristo, que entra de modo triunfal em Jerusalém para cumprir em plenitude sua missão: “Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galiléia” dizia o povo. Somos convidados a participar deste dia com profunda fé para acompanhar passo a passo a vida de Jesus.
A Missa do crisma em geral é celebrada na Quinta-feira Santa, pela manhã na Catedral Diocesana. Em nossa diocese, por uma questão de praticidade, a faremos na Terça-feira Santa, dia 11 de abril, às 19h, na Concatedral, em Francisco Beltrão. Na presença do bispo diocesano, os presbíteros, neste noite, renovarão as suas promessas sacerdotais. Durante a Celebração se profere a bênção do óleo dos enfermos e dos catecúmenos, bem como a consagração do óleo do crisma.

Tríduo Pascal

O Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor começa com a Missa da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa, à noite, possui o seu centro na Vigília Pascal e encerra-se com as Vésperas do Domingo da Ressurreição. É o ápice do ano litúrgico porque celebra a Morte e a Ressurreição do Senhor. Assim define a Igreja sobre o Tríduo Pascal: “Quando Cristo realizou a obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus pelo seu mistério pascal, quando morrendo destruiu a nossa morte e ressuscitando renovou a vida”. Ainda na Quinta-feira Santa, durante a Ceia, Je­sus lava os pés dos discípulos. Este gesto nos diz que toda a vida de Jesus, do começo ao fim, foi um lava-pés, isto é, um serviço às pessoas. Assim, Je­sus institui o serviço da caridade oblativa, o serviço e o coloca como lei fundamen­tal, como estilo de vida para os seus discípulos missionários.
Na Sexta-feira Santa ocorre a Celebração da Paixão e Morte do Senhor. Dia de pe­nitência, jejum e silêncio. Somos con­vidados a orar e meditar sobre o amor de Deus por nós. Jesus entregou a Sua vida para nossa salvação e redenção. A Cruz é o único sacrifí­cio de Cristo. Nossa salvação deriva da iniciativa de amor de Deus para conosco. Ele nos amou até o fim.
No Sábado Santo celebra­mos a Vigília Pascal. Com a bênção do fogo, é logo ace­so o Círio Pascal. A Luz do Cristo Ressuscitado ilumina a comunidade reunida para ce­lebrar as maravilhas que fez o Senhor, desde a criação do mundo, passando pela liberta­ção dos hebreus, até a Páscoa Nova do Senhor Jesus. Nossos corações prorrompem de ale­gria pelo Aleluia! O Senhor Res­suscitou! Jesus Cristo ressus­citado, vencedor da morte e do pecado, é nossa vida. São quatro momentos desta liturgia: a celebração da Luz, da Palavra, Liturgia Batismal e terminada com a Liturgia Eucarística.

Ressurreição

Domingo, dia do Senhor, celebra­mos a vitória da Vida, a alegria da Ressurreição. A Páscoa traz a certeza para o coração de cada cris­tão: certeza da vida eterna, da nossa ressurreição. Ele venceu a morte e com Ele um dia ressuscitaremos também.
E nós, que nos preparamos para a grande solenidade, que caminho havemos de seguir? Ao aproximarem-se as festas pascais, a quem tomaremos por guia? Certamente nenhum outro, amados irmãos, senão aquele a quem chamamos nosso Senhor Jesus Cristo, e que disse: Eu sou o caminho (Jo 14,6). É ele, como diz São João, que tira o pecado do mundo (Jo 1,29); é ele que purifica nossas vidas, como declara o profeta Jeremias: Parai um pouco na estrada para observar, e perguntai sobre os antigos caminhos, e qual será o melhor, para seguirdes por ele; assim ficareis mais tranquilos em vossos corações (Jr 6,16). Priorizemos a oração, a meditação, o silêncio, o jejum, a caridade evengélica, a confissão, e, especialmente nossa participação nos momentos litúrgicos de nossas comunidades de fé. Uma abençoada Semana Santa, caro leitor!

Lido 203 vezes
Tagged sob
Entre para postar comentários
Top