Importação de fertilizantes por Paranaguá cresce 22% no quadrimestre
Divulgação

O volume de fertilizantes que entrou no país pelo Porto de Paranaguá nos primeiros quatro meses de 2017 foi 22% maior do volume registrado no ano passado.

 

Entre janeiro e abril, foram importadas 2,82 milhões de toneladas dos produtos, que são utilizados como adubo.

Em 2016, o porto paranaense importou 2,3 milhões de toneladas de fertilizantes. No comparativo entre os meses de abril de 2016 e 2017, o resultado também é positivo: o aumento foi de 18%.

O secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, explica que o aumento na importação de fertilizantes está relacionado à expectativa de crescimento da produção agrícola. “Se estamos importando mais fertilizantes é porque o campo deverá produzir mais e teremos uma safra ainda melhor. Além disso, esse resultado demonstra que o Porto de Paranaguá foi escolhido para receber a carga porque tem capacidade para atender bem os importadores e exportadores”, afirma.

CRESCIMENTO
Desde 2011, os Portos do Paraná têm importado uma média de 8,5 milhões de toneladas de fertilizantes por ano, um aumento de 31% em comparação a 2010, ano no qual foram importadas 6,4 milhões de toneladas.

O diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino, atribui o crescimento às melhorias feitas no Porto de Paranaguá para tornar mais ágil a descarga de insumos. “Os investimentos e mudanças operacionais implementados pela Appa ao longo dos últimos anos resultaram em mais agilidade na descarga de fertilizante. Isso representa mais produtividade e um maior impacto positivo na economia do nosso Estado e do nosso país”, comenta.

MELHORIAS
Um dos principais avanços nesse sentido foi a reforma do cais, que, além de permitir a dragagem dos berços e devolver capacidade operacional a novos espaços para a movimentação de fertilizantes, também possibilita a operação de guindastes MHC, que fazem o desembarque do produto, em todas as áreas da plataforma.

O Porto de Paranaguá é o principal canal de entrada de fertilizantes no Brasil, movimentando mais que o dobro do importado por todos os outros portos do país juntos. Os estados que mais recebem essas cargas são Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Lido 97 vezes

Itens relacionados (por tag)

  • Pacote de investimentos ajuda, mas rodovias do Sudoeste precisam de mais atenção, diz Amsop

    Estado deve investir até R$ 314 milhões na conservação das rodovias do Sudoeste em três anos, mas pacote ainda é insuficiente, segundo a associação de municípios

    Da assessoria

    Todas as rodovias estaduais da região Sudoeste estão incluídas em um pacote de obras para conservação da malha viária anunciado pelo governo do Estado em abril. As licitações devem ser realizadas nas próximas semanas e os contratos passam a valer a partir do segundo semestre. São mais de 1.200 km contemplados somente na região e dois tipos de serviços: o Cremep, que consiste na retirada da camada danificada de asfalto e colocação de uma nova, e o Cop, que é um serviço mais básico.

    O pacote prevê investimentos de até R$ 314 milhões em três anos, mas segundo o presidente da Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop), Frank Schiavini, a medida somente ameniza as condições de tráfego e não amplia as melhorias nas rodovias. “Nós entendemos que esse valor que o Estado pretende investir é expressivo, mas pelas condições atuais das rodovias deveria ser maior; o Sudoeste precisaria de mais atenção neste ponto, tanto do Estado quanto da União, porque somos uma região que produz muito em termos de agropecuária e todo escoamento da produção e desenvolvimento da região depende de boas estradas”, afirma Schiavini.

    Em todo o Paraná, o programa de conservação de rodovias pretende investir cerca de R$ 3 bilhões. O dinheiro é utilizado somente na manutenção de estradas, como quando a via é danificada por chuvas ou excesso de tráfego, e não contempla ampliações, como a construção de trincheiras, trevos e terceiras faixas.

    Corredor Sudoeste

    A Amsop também acompanha o processo de concessão do chamado Corredor Sudoeste, trecho que liga Realeza (BR-163) a Palmas (BR-153). A preocupação da entidade é em buscar um modelo viável de concessão, que modernize a rodovia e mantenha tarifas de pedágio baixas. “A realidade é que esse trecho é muito violento, só em 2015 mais de 50 pessoas morreram nele, e isso precisa ser mudado. Se a privatização é o único caminho para tornar a rodovia mais segura e moderniza-la, que seja feito de forma responsável e acima de tudo sem tarifas que penalizem os usuários e motoristas do Sudoeste”, diz Frank.

  • Câmara beltronense economiza R$ 18 milhões em quatro anos

    A economia feita pela Câmara de Vereadores de Francisco Beltrão na atual legislatura, período de 2013 a 2016, chega a R$ 18.371.236,29.

  • Não são só elas: 25% dos homens brasileiros já deixaram de economizar para comprar tratamentos de beleza

    61,9% acreditam que cuidar da beleza é uma necessidade e não um luxo. 7% declararam estar com o nome sujo por causa dessas compras

  • Mito ou verdade: 'Viajar com vidro aberto e ar desligado economiza combustível'

    Muita gente acredita que, desligando o ar-condicionado e abrindo os vidros, vai conseguir diminuir significativamente consumo de combustível do carro, que é mais alto na estrada.

  • Paraná perdeu R$ 14 bilhões com violência no trânsito em 2015

    O Estado do Paraná perdeu o equivalente a R$ 14,05 bilhões no ano passado com a violência no trânsito.

Entre para postar comentários
Top