Pacote de investimentos ajuda, mas rodovias do Sudoeste precisam de mais atenção, diz Amsop
Assessoria

Estado deve investir até R$ 314 milhões na conservação das rodovias do Sudoeste em três anos, mas pacote ainda é insuficiente, segundo a associação de municípios

Da assessoria

Todas as rodovias estaduais da região Sudoeste estão incluídas em um pacote de obras para conservação da malha viária anunciado pelo governo do Estado em abril. As licitações devem ser realizadas nas próximas semanas e os contratos passam a valer a partir do segundo semestre. São mais de 1.200 km contemplados somente na região e dois tipos de serviços: o Cremep, que consiste na retirada da camada danificada de asfalto e colocação de uma nova, e o Cop, que é um serviço mais básico.

O pacote prevê investimentos de até R$ 314 milhões em três anos, mas segundo o presidente da Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop), Frank Schiavini, a medida somente ameniza as condições de tráfego e não amplia as melhorias nas rodovias. “Nós entendemos que esse valor que o Estado pretende investir é expressivo, mas pelas condições atuais das rodovias deveria ser maior; o Sudoeste precisaria de mais atenção neste ponto, tanto do Estado quanto da União, porque somos uma região que produz muito em termos de agropecuária e todo escoamento da produção e desenvolvimento da região depende de boas estradas”, afirma Schiavini.

Em todo o Paraná, o programa de conservação de rodovias pretende investir cerca de R$ 3 bilhões. O dinheiro é utilizado somente na manutenção de estradas, como quando a via é danificada por chuvas ou excesso de tráfego, e não contempla ampliações, como a construção de trincheiras, trevos e terceiras faixas.

Corredor Sudoeste

A Amsop também acompanha o processo de concessão do chamado Corredor Sudoeste, trecho que liga Realeza (BR-163) a Palmas (BR-153). A preocupação da entidade é em buscar um modelo viável de concessão, que modernize a rodovia e mantenha tarifas de pedágio baixas. “A realidade é que esse trecho é muito violento, só em 2015 mais de 50 pessoas morreram nele, e isso precisa ser mudado. Se a privatização é o único caminho para tornar a rodovia mais segura e moderniza-la, que seja feito de forma responsável e acima de tudo sem tarifas que penalizem os usuários e motoristas do Sudoeste”, diz Frank.

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