Controle de formigas cortadeiras exige atenção redobrada nessa época do ano

Com a chegada da primavera, tem início uma fase singular na vida das formigas cortadeiras.

É nesta época que machos e fêmeas férteis realizam a revoada para o acasalamento. Após este voo, cada fêmea fecundada inicia um novo formigueiro do qual será a rainha. Cerca de 60 dias após a cópula nascem as primeiras operárias
deste novo reinado.

A história poderia acabar por aqui se não fosse por um detalhe. Para se alimentar, as formigas cortadeiras (como a saúva, por exemplo) consomem uma grande quantidade de matéria vegetal, podendo causar sérios danos econômicos à atividade agropecuária, se não forem controladas.

Atento a este fato, o Sindicato Rural de Paranavaí iniciou, em julho deste ano, a campanha “Manejo e Controle de Formigas Cortadeiras”, com a participação de entidades como Sistema FAEP/SENAR-PR, Emater, Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). O objetivo é informar os produtores para atuarem com intensidade neste momento de reprodução dos insetos para evitar maiores dores de cabeça no futuro. Para orientar os participantes, o Sindicato promoveu uma palestra com a bióloga e doutora em entomologia (área da ciência que estuda os insetos), Mariane Aparecida Nickele.

Orientação

Segundo a bióloga, na região Noroeste do Estado, onde foi lançada a campanha, existe diversas reclamações de que as formigas estão invadindo também a área urbana. “Isso pode indicar um relaxamento no combate na área agrícola”, observa. Por isso a importância de retomar as práticas de controle nesta época do ano, quando se formam novos formigueiros. “O objetivo maior da palestra foi apresentar aos produtores informações da biologia sobre o comportamento, os danos que as formigas podem trazer aos cultivos agrícolas e florestais e as formas de controle”, elencou a entomologista.

Apesar de pequeno, a atuação do inseto pode resultar em grandes prejuízos ao bolso do produtor. Segundo Mariane, estudos em uma área de eucaliptos revelaram que um sauveiro adulto (formigueiro de saúvas) pode cortar uma tonelada de material vegetal em um ano, cerca de 86 árvores. Na cana-de-açúcar o prejuízo é ainda maior, um formigueiro pode consumir 3,5 toneladas de matéria vegetal por ano.

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