Festival Internacional de Música leva bom público ao teatro
Durante o festival, diversas atrações foram itinerantes. A cooperativa Sicoob foi um dos locais que recebeu a visita de músicos e alunos. João Olivo

Apresentações aconteceram em Beltrão, Dois Vizinhos, Verê e Dionísio Cerqueira (SC).

Da assessoria - Animação, emoção e encanto marcaram a abertura do 6º Festival Internacional de Música Sonata, domingo, 14, no Teatro Eunice Sartori, em Francisco Beltrão. A primeira apresentação foi da banda curitibana Bananeira Brass Band, que iniciou o show de uma forma bem diferente: no meio do público. Ninguém conseguiu ficar parado com a animação dos músicos. A melodia envolvente formada pelos sons de trompete, trombone, saxofone, sousafone e percussão, permitiu intensa interação entre o grupo e a plateia. Em pouco mais de 40 minutos, Bananeira deu um show de originalidade e de brasilidade.

Após o grupo paranaense, foi a vez do Rivadeneyra Quinteto, de Posadas, Argentina, para apresentar o espetáculo ‘Corazón sin fronteras’. Os argentinos executaram tangos e músicas folclóricas com uma roupagem mais moderna. O público se encantou com as canções, tocadas em violino, piano, baixo e violão, com a marcante voz da cantora Cristina Gembarowski. Os artistas encerraram o show com a música Merceditas, presente no folclore argentino e também conhecida no Brasil, após ser regravada por diversos artistas. Inclusive, Rivadeneyra contou com a participação do público para cantar. Assim terminou a primeira noite de eventos em Francisco Beltrão.

Para o presidente da Coperarte e organizador do festival, Roniedson Rebelatto, o evento segue dentro da expectativa, mesmo com as transferências de última hora das apresentações que seriam realizadas no Parque Alvorada para o Teatro Eunice Sartori. “Avaliação altamente positiva, mesmo depois de todos os transtornos e alterações nós tivemos público expressivo. A gente imaginava esse nível de apresentações. Só gostaríamos mesmo de estar no parque com um dia bonito e fazer uma grande festa a céu aberto, mas aqui introspectivamente no teatro também foi maravilhoso”, comenta Roni.

Durante o cerimonial de abertura, o diretor presidente do Sicoob Vale do Iguaçu, João ‘Joca’ Manfrói enalteceu a importância da cultura para a população. “É de extrema importância que a cidade tenha nos próximos dias, diversos shows culturais, não só em nossa cidade, mas em toda a região. Quem ganha com isso é o público, o povo da região. Nós do Sicoob temos certeza que será um grande evento”, afirma. O Sicoob é o patrocinador máster do festival, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, do Governo Federal.

Apresentações Regionais

Apesar de a abertura do festival ter sido no domingo, as apresentações já haviam começado na sexta-feira, 12, e as oficinas na quarta-feira, 10. Dia 12, Rivadeneyra Quinteto se apresentou no Auditório Municipal Paulo Freire, em Dionísio Cerqueira. No mesmo dia, os italianos Elio Orio e Dario Marrini apresentaram o espetáculo de violino e piano no auditório do Águas do Verê Termas, em Verê. Ainda dia 12, Bananeira Band, levou o swing brasileiro para o Centro Cultural Arte e Vida, em Dois Vizinhos.

Já dia 13, a Bananeira foi até o auditório do Águas do Verê Termas para uma apresentação. “Foram atividades maravilhosas, com bom público. A Bananeira fez shows com muita energia. Por onde esses meninos passam não há tristezas”, ressalta Roni.

Oficinas registram boa adesão

Durante esta semana, mais de 30 oficinas estão sendo realizadas em diversos locais da cidade. “É uma semana de profundo conhecimento, é mais que um aperfeiçoamento, é um grande choque cultural porque eles vão ter aula com grandes mestres da música. É uma oportunidade ímpar, são mudanças que ocorrem para a vida inteira, são momentos, trocas de informações, de sentimentos, vibrações que repercutem por uma vida inteira”, analisa a diretora pedagógica do festival, Dotsy Myrna Santi Rebelatto.

Alunos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Argentina vieram até Francisco Beltrão para participar das oficinas. “O nosso festival já entrou no hall dos grandes festivais, tem pessoas que esperam acontecer para virem até Beltrão. Faz seis anos que músicos do Brasil inteiro vêm à nossa cidade, se hospedam nos hotéis, vão a bares, restaurantes, enfim, movimentam a economia da nossa cidade. A finalidade da cultura é essa: unir um povo. E durante uma semana nós vamos nos dedicar a essa arte”, acrescenta Dotsy.

Apresentações no Teatro Eunice Sartori

Na última quarta-feira, o público se encantou com o recital de piano e violino, apresentado pelos italianos Dario Marrini e Elio Orio. Quinta-feira teve o espetáculo “Teixeirinha, o Rei do Sul”, que tem feito sucesso em todo o Sudoeste. Nesta sexta, às 20h, o pianista Jeferson Mello apresenta o recital de piano e poesia chamado de “Fantasia improviso”. Sábado, 20, às 20h, tem o concerto de gala lírico, com diversos cantores líricos e acompanhamento de orquestra. Por fim, domingo, 21, às 16h, a Orquestra Filarmônica da Unicesumar encerra o 6º Festival Internacional de Música de Francisco Beltrão, no Teatro Eunice Sartori.

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