Quarta, 13 Março 2019 22:18

RAIO X

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Armamentos


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu dois homens com uma submetralhadora calibre 9 milímetros na terça-feira (12) em Marmeleiro. A dupla foi abordada na BR-280, em um Volkswagen Voyage. A equipe da PRF desconfiou dos ocupantes do carro, e decidiu fazer uma verificação minuciosa. A submetralhadora e dois carregadores estavam escondidos sob o forro do porta-malas. Presos em flagrante, os homens têm 24 e 40 anos de idade. Aos policiais rodoviários federais, eles alegaram desconhecer a existência do armamento. Disseram ainda que saíram de Santa Terezinha de Itaipu (PR) com destino a Pato Branco (PR). A PRF encaminhou a ocorrência à Delegacia da Polícia Civil em Francisco Beltrão.

Arsenal de guerra
A Polícia Civil do Rio de Janeiro encontrou, na terça-feira (12), 117 fuzis M-16 na casa de um amigo do policial militar reformado Ronnie Lessa, preso por suspeita de participação no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. As armas estavam desmontadas e em caixas e acomodadas em um guarda-roupas. Apenas os canos não foram localizados. Essa é a maior apreensão de fuzis da história do Rio de Janeiro, segundo a Polícia Civil. Até segunda-feira (11), 100 armas desse tipo haviam sido apreendidas neste ano no Rio. Ao justificar a origem dos objetos, o dono do imóvel alvo da ação, Alexandre Mota de Souza, disse que Lessa, que é seu amigo de infância, pediu para ele guardar as caixas e não abrir os recipientes. O fuzil M-16, produzido nos Estados Unidos desde 1960, foi utilizado em guerras como a do Vietnã, do Golfo, do Afeganistão e do Iraque. Uma das suas variações, o M4A1, é de uso restrito das forças armadas do Brasil, como brigadas de operações especiais do Exército e fuzileiros navais. Os agentes também acharam R$ 112 mil na operação, sendo R$ 50 mil na casa dos pais de Ronnie e R$ 60 mil em seu carro. Segundo os investigadores, Lessa, 48 anos, um dos presos na terça-feira, é suspeito de efetuar os disparos que mataram a vereadora e seu motorista. O segundo suspeito preso foi o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, 36 anos. Ele estaria dirigindo o carro quando os tiros foram disparados. Ronnie Lessa, 48 anos, acusado de ter atirado em Marielle Franco e no motorista Anderson Gomes, segundo denúncia do Ministério Público, é conhecido pela pontaria certeira e pela frieza em suas ações. Sargento reformado da Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro, tem fama associada a crimes de mando entre colegas de farda - apesar de, até então, nunca ter sido investigado e ser ficha limpa até a operação de terça-feira (12).

Liberação de armas
Por que o governo brasileiro deu prioridade na liberação ao acesso às armas? Em conversa com policiais, ao liberar o armamento, a Polícia passa a ter maior dificuldade em identificar o bandido do cidadão de bem. É muito melhor de se trabalhar, quando quem não é policial e estiver armado, passa a ser investigado. Com o armamento comum a todos, o bandido fica camuflado entre os bons. No Japão, a criminalidade é baixíssima, pois lá, o cidadão não tem acesso ao armamento. A arma, pode prevenir, mas é muito difícil vencer o bandido.

Massacre de Suzano
Ontem, o Brasil foi surpreendido por uma ação incomum no País. Dois atiradores entraram na Escola Estadual Raul Brasil, com mais de mil alunos dos Ensinos Fundamental e Médio, e ainda cursos de Línguas, em Suzano-SP, matando crianças, funcionários da escola e ferindo outros estudantes e depois se suicidaram. Desde 1999, o País registra ataques em escolas, igrejas e até em cinema. Realengo (RJ), Goiânia (GO), Medianeira (PR), Campinas (SP) e São Paulo (SP). Essas cidades ficaram marcadas pelo derramamento de sangue. Em duas décadas, pelo menos 22 pessoas morreram neste tipo de massacre. Agora, este número sobe, pois em Suzano, se confirmou mias dez mortos, sendo dois funcionários da Escola, seis estudantes e os dois atiradores que se suicidaram. Antes de invadir a Escola, os dois adolescentes chegaram em uma garagem e pediram pelo “Jorge” e o balearam. Jorge era o proprietário da Garagem e tio de um dos assassinos.

Tá na hora de governar
A líder do governo no Congresso e deputada federal Joice Hasselmann (PSL) saiu em defesa do presidente Jair Bolsonaro ao comentar as polêmicas declarações que o presidente tem feito nas redes sociais. No entanto, ela reconhece que chegará um momento em que Bolsonaro deverá baixar o tom. Por enquanto, ele estaria no seu “direito de criticar”, segundo ela. Joice afirma não ver as afirmações do presidente – que recentemente deturpou informações para criticar uma jornalista – como ataque à imprensa. “O presidente também é um cidadão e tem todo o direito de discordar de um veículo A, B ou C. Assim como o presidente muitas vezes é alvo de críticas da imprensa, ele tem o direito de criticar”, afirmou. Para Joice, chegará o momento em que Bolsonaro baixará o tom nas redes sociais, mas esse momento ainda não chegou. “Ele tem é que usar mais (as redes sociais). O eleitor do presidente é conservador. Ele não pode deixar de falar com essas pessoas. O choro é livre”, declarou. Sobre as polêmicas envolvendo o atual governo, incluindo a situação de seu correligionário Marcelo Álvaro Antônio, ministro do Turismo, acusado de estar envolvido no caso de candidaturas de laranjas na eleição, Joice preferiu resumir: “tem que ter comprovação, se não o governo fica refém de denúncias”.

Cão atrás da cerca
As atitudes do Presidente Bolsonaro, nas suas reações, são parecidas a cão vira-lata atrás da cerca, que se acha dono do terreiro. Quem passar pelo portão, é alardeado com latidos que soam em forma de ameaça. O Brasil precisa de governo, tem situações gravíssimas para resolver e que não são possíveis de serem resolvidas por redes sociais, é necessário conversar com o povo, com as entidades, com as instituições e com os líderes que representam o eleitor. Já ganhou a eleição, festejou, se recuperou da facada, e o povo espera que o Brasil volte a andar, pois estamos no meio de uma forte crise e governo é para resolver e não fazer mimimimi.

 

Rossoni pode assumir
O Ministério Público deu parecer favorável à perda de mandato do deputado federal Boca Aberta (Pros), eleito em outubro passado. A ação é movida contra ele pelo ex-deputado e ex-chefe da Casa Civil do governo Beto Richa (PSDB) Valdir Rossoni (PSDB). Rossoni, primeiro suplente na coligação, alega que a eleição de seu colega de chapa foi ilegal, já que ele tinha perdido o mandato de vereador numa cassação, o que lhe tira os direitos políticos. De acordo com a procuradora regional eleitoral, Eloísa Helena Machado os efeitos da cassação de Boca Aberta, embora tenham sido suspensos por um ato jurídico, foram aplicados novamente em decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). Podendo perder o seu diploma de deputado eleito, Boca Aberta concorreu nas eleições do ano passado sub judice, com uma liminar que foi revogada pouco antes da eleição. Em 2014, Rossoni fez mais de 170 mil votos. Nas eleições seguintes, teve pouco mais de 72 mil votos.

EaD avança apesar da forte concorrência
O tema EaD é contemporâneo, está em alta evidência, com méritos, porém críticas também. Entendo que a separação ainda hoje existente entre a educação virtual e a presencial em breve não fará mais sentido. Serão modalidades complementares. “É aprendizagem e ponto”. Dos 3,2 milhões de calouros em 2017, cerca de 1,1 milhão optou pela EaD e 2,1 milhões pelo presencial, e do total de 8,3 milhões de universitários em instituições públicas e privadas, o percentual de matriculados na EaD é de 21,2% (há dez anos era 7%), índice que avança para 46,8% nos cursos de licenciatura. Em 2023, projeções da ABMES indicam que será equivalente o número de ingressantes nas duas modalidades, com leve decréscimo no presencial.

 

Povo perde mais uma
A primeira turma do STF (Supremo Tribunal Federal) suspendeu, na terça (12), os efeitos de uma decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que havia estendido a todos os aposentados que precisam de assistência permanente a possibilidade de ganhar um adicional de 25%. Em agosto do ano passado, a primeira seção do STJ estendeu o bônus, previsto em lei somente para aposentados por invalidez, para quem recebe aposentadoria por idade, por tempo de contribuição ou especial e necessita de um cuidador para fazer tarefas básicas. Por unanimidade, os cinco ministros da primeira turma do Supremo atenderam a um pedido do INSS e paralisaram todos os processos nas instâncias inferiores da Justiça que pleiteiam o adicional de 25%, até que o STF dê uma decisão definitiva sobre o tema.

Corte de 21 mil cargos
O governo federal publicou na quarta-feira (13) decreto que extingue 21 mil cargos, funções comissionadas e gratificações no serviço público federal. Com o corte, a economia anual para os cofres públicos é estimada em R$ 195 milhões. A medida faz parte do pacote de metas para os primeiros 100 dias de governo do presidente Jair Bolsonaro. Na prática, a maior parte dos cargos extintos não vai gerar demissão de trabalhadores. Isso porque muitas vagas são uma espécie de adicional pago ao servidor público que passa a exercer determinada função. De acordo com o decreto, publicado no Diário Oficial da União, eventuais ocupantes das vagas ficam automaticamente dispensados ou exonerados.

Sem clareza
O governo não informou qual o número de postos que já estava desocupado. O documento também não traz exatamente as áreas atingidas pelos cortes. Hoje, a administração federal tem cerca de 120 mil cargos em comissão, funções e gratificações. O decreto estabelece a extinção de 17,5 mil postos. Desse total, 5.100 serão eliminados imediatamente. Outras 12,4 mil deixarão de existir em 31 de julho. O texto ainda barra ocupação de outras 3,5 mil vagas na administração federal -1.500 de imediato, 2.000 em 30 de abril e outras 4.000 em 31 de julho.

Estrada do Colono
O prefeito em exercício de Francisco Beltrão, Antonio Pedron, recebeu no Gabinete o Juiz aposentado Márcio Geron e o empresário Luis Fernando Luersen, vice-presidente da Associação Comercial e Empresarial de Capanema. O assunto tratado é a nova mobilização pela reabertura da Estrada do Colono que corta o Parque Nacional do Iguaçu e foi fechada em 1986. Um novo movimento, com a participação de lideranças e entidades das regiões Sudoeste e Oeste do Paraná, defende a criação da Estrada-Parque Caminho do Colono no trecho de 17,6 quilômetros, ligando Capanema a Serranópolis do Iguaçu, no lado Oeste. “O nosso movimento cívico se dá em função da necessidade da reabertura desta estrada. É totalmente possível compatibilizar a natureza e o desenvolvimento”, define o Juiz Geron. Pedron garantiu o apoio da administração municipal de Beltrão para o pleito. “Não só a prefeitura, mas os segmentos organizados da nossa sociedade certamente apoiam a iniciativa. A reabertura da estrada beneficia toda a nossa região”, comenta Pedron. Na sua visão a medida fomenta o desenvolvimento regional e inclusive será um instrumento a mais de defesa e auxílio na preservação do parque. Geron e Luersen informaram que já participaram de diversas reuniões nas duas regiões e o pleito está recebendo apoio de todos os segmentos. Outro aliado, segundo eles, é o Senador Álvaro Dias, que se comprometeu em desarquivar e colocar novamente em tramitação um projeto de lei apresentado em 2013 pelo ex-deputado Assis do Couto que prevê a criação da Estrada-Parque. “Vamos continuar buscando apoio da comunidade regional e esperamos que o nosso sonho se torne realidade”, enfatiza Geron.

 

Tramitação Rápida
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse que considera inócua a decisão dos líderes partidários de frear a análise da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) até que o governo envie proposta alterando o sistema de previdência dos militares. Na prática, segundo Maia, considerando-se os prazos regimentais mínimos, a votação da admissibilidade da proposta que altera o regime previdenciário de trabalhadores civis, dos setores público e privado (PEC 6/19), só poderá ser concluída na CCJ nos dias 27 ou 28 de março, bem depois da data final anunciada pelo secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, para a entrega à Câmara do projeto dos militares: 20 de março. O prazo já está contando e na próxima semana, a partir de quinta-feira, já se pode apresentar relatório, mas não tem reunião da CCJ. Então só pode apresentar relatório na outra terça-feira. Podemos ter duas sessões para vista. Ou seja, estaria pronta para votar daqui a duas semanas, muito depois do dia 20. Então, essa decisão é meio inócua. Infelizmente ou felizmente, o Regimento Interno só permite que seja votado lá para o dia 27, 28 de março”, explicou Maia.

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